agosto 23, 2017

Crise ou criatividade para o marketing educacional?

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Paulo Henrique de Souza (*)

“Design não é apenas o que se vê e o que se sente. O design é sobre como funciona.” — Steve Jobs

Empresas, corporações, famílias e escolas de todo o país passam por períodos de grande inquietação, pois, vivenciamos um cenário de crise que pode até mesmo se agravar nos próximos anos, segundo estudiosos e pesquisadores de macroeconomia. Contudo, são nos momentos de dificuldade que devemos inovar e buscar reverter essa situação com criatividade, colocando como foco o crescimento e disseminando a convicção de que a educação e a cultura são as saídas para o desenvolvimento social. Quem faz essa comunicação é o marketing educacional.

Em todo o país os gestores escolares discutem sobre a captação de novos estudantes e planos de contingência frente à inadimplência, que ganha expressão em um cenário de segundo semestre e que exige planejamento estratégico para pagamentos de décimo terceiro salário, férias e investimentos em marketing educacional, além dos compromissos fixos que são diversos e tendem a aumentar com a criação de novos impostos.

Mais do que só lamentar a crise, é necessário focar a atenção em formas criativas de se posicionar no mercado educacional e encantar a comunidade educativa. Podemos crescer mesmo em momentos adversos. Isso requer diagnóstico, padronização de processos e clareza na comunicação dos compromissos com os pais e responsáveis pelos alunos.

É hora de aprimorar o diagnóstico, rever e trabalhar com a Matriz Swot da instituição para analisar suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Ela auxilia na visualização e fornece dados tangíveis para a equipe de marketing identificar como pode mostrar a instituição para a comunidade do entorno e para a cidade, de um modo geral.

É fundamental que a reflexão em torno do contexto da escola seja feita de maneira coletiva, para identificar e caracterizar o cenário e definir sobre gastos, prioridades, investimentos e economia que deve ser feita para retroalimentar o processo e chegar ao slogan que vai mostrar a realidade da instituição para a comunidade.

Um grande problema é que a maioria dos gestores escolares se deixa levar por um sentimento de aflição e por um discurso derrotista diante da crise, sem redobrar esforços para formação continuada e reflexão coletiva/colaborativa sobre como enfrentá-la. Precisamos tomar consciência da força da Inteligência Coletiva dentro da escola particular. A horizontalidade ganha força na governança corporativa. A verticalidade pode e deve sobreviver, mas, precisa se alinhar com interdependência.

A chave da comunicação interna é ouvir a todos (as), sem distinção, da zeladoria a diretoria. Já presenciamos em nossas consultorias pelo Movimento Educação é o Alvo que muitas idéias sensacionais nascem de membros das “comunidades invisíveis” dentro da escola, ou melhor, faxineiros, porteiros, mensageiros, auxiliares (educacionais e administrativos). Preferimos chamá-los de Educadores de Apoio.

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