novembro 13, 2017

Inteligência digital e escolas verbais: o que fazer?

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“Se a humanidade construiu outros tempos, mais rápidos, mais violentos que o das plantas e animais, é porque dispõe deste extraordinário instrumento de memória e de propagação das representações que a linguagem. (…) Linguagem e técnica contribuem para produzir e modular o tempo” (Lévy, 1993, p.76).

Em um cenário de emergência de  novas tecnologias e de estudantes que são nativos digitais um novo conceito emerge e desafia as escolas: a Inteligência Digital. Como se ajustar a essa nova realidade? Muitos gestores não estão preparados e não saem do sendo comum ou de “frases feitas”, escutadas em congressos e seminários.

A maioria das escolas são verbais, com aulas e aspectos disciplinares e organizacionais arcaicos  enquanto os alunos contemporâneos são conectados a um mundo cibernético onde as informações tem trânsito frenético, mas se mostram silenciosos, frente ao passar monótono do “tempo canônico” das escolas ainda no século XVII.

Professores transmitindo e alunos ouvindo não condizem, com o novo contexto de revolução tecnológica. Trata-se da Geração C – Geração do Coletivo Conectado. Torna-se necessário um ensino híbrido em todos os sentidos e um planejamento focado em metodologias chamadas ativas para sair do processo de transmissão-assimilação. O encontro e confronto entre dois mundos: o online e o off-line, é presente no momento de transição que vivemos. Tudo precisa mudar da aula a avaliação.

A metodologia tradicional tornou-se obsoleta frente a inteligência digital. Os estudantes detém um conjunto de informações (bagagem cultural ou pré-requisitos) muito amplo e diversificado, devido as séries que assistem, as revistas impressas e digitais que lêem, as viagens que realizam (on ou off),  fazendo com que a forma de aprendizagem tenha de se alterar para gerar atenção focada. O foco vem das aprendizagens colaborativas e significativas.

As aprendizagens colaborativa, sociointeracionista e significativa exigem imersão nas novas formas de interatividade e sociabilidade. Os pesquisadores que refletem diariamente sobre metodologias que se interajam a Inteligência Digital, são unânimes em diser que o design precisa sobre processos de transformação: dos moveis à mobilidade de busca do conhecimento. Contudo, alguns gestores educacionais e professores resistem a implantar soluções educacionais que possibilitem convergências entre as gerações X, Y, Millenium e C.

O trânsito de informações necessita de um tratamento sistêmico que consiga unir a fala do professor, as situações-problemas, o conhecimento prévio do aluno e processos que contextualizem o conteúdo programático dos materiais didáticos, sejam impressos ou interativos.

A inteligência digital presente nas redes sociais exige uma leitura crítica dos gestores, educadores e dos alunos. Nem tudo que está no fluxo da cibercultura representa a realidade. Diante das multiplataformas a comunidade educativa necessita se mobilizar e contextualizar.

O espaço da inteligência digital exige uma releitura da ciência, da cultura, da tecnologia, dos currículos e das perspectivas para encantar os alunos que se mostram desmotivados frente às escolas verbais que ainda se alicerçam no magistocentrismo e na prática enciclopédica.

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