dezembro 5, 2017

O gestor educacional transmidiático: quem ganha com isso?

Publicidade

Convex – Banner de conteudo

“Uma única máquina pode fazer o trabalho de cinquenta homens comuns, porém máquina alguma consegue fazer o trabalho de um homem extraordinário.” Elbert Hubbard

O gestor educacional não pode ser “uma pessoa sozinha no meio da multidão” ou de sua instituição. Cabe a ele ser interativo e se comunicar. Líderes eficientes e eficazes ampliam sua audiência com a comunidade educativa de maneira clara, coesa e assertiva. Como diria o exímio comunicador Abelardo Barbosa – vulgo Chacrinha: “Quem não se comunica se trumbica”.

Escolas são espaços polifônicos, onde transitam e se misturam com facilidade várias falas que demonstram, direta ou indiretamente, interesses e demandas de alunos, pais ou responsáveis, professores, colaboradores e comunidades do entorno. A grande habilidade global do gestor e de sua equipe é desenvolver a capacidade de ouvir, selecionar e qualificar as informações. O grande filósofo Rubem Alves que, tanto bem fez à educação, dizia que todos temos de desenvolver a competência da “escutatória”. Através dela, várias habilidades podem ser desenvolvidas. Escutar é matricial.

A capacidade de ouvir, desenvolvida pelos agentes da governança educacional, auxilia em muito no processo de validar e acatar as sugestões da comunidade educativa. Trata-se de uma ação preventiva que auxilia todos os âmbitos do clima organizacional, seja operacional, tático ou estratégico. Abrindo canais as relações são facilitadas, tanto no campo presencial, quanto no virtual.  Tal abertura amplia a capacidade de medir os impactos de decisões sobre as pessoas, processos e projetos. O tangível e o intangível se unem e formam uma das características fundamentais da Educação Corporativa.

Em tempos de mobilidade sistêmica crescente, o gestor educacional necessita posicionar-se de maneira transmidiática, pois a comunicabilidade em todas as ambiências deve caracterizar o posicionamento institucional. Redes sociais, site, plataformas, aplicativos, jornal impresso e eletrônico, sistema de telefonia, reuniões presenciais devem fazer parte da rotina da equipe gestora para garantir a fidelidade aos fatos e ações desenvolvidas na instituição escolar.

Muito se comenta sobre “os grupos de mães do wattsapp” ou de pais e responsáveis que criam grupos de discussão e “radio peão” nas portas das escolas, que produz ruídos e falhas na comunicação criando ou ampliando fatos e urgências fantasiosas. Cabe aos gestores serem preventivos e assertivos, assegurando a agilidade das informações, disseminando-as em seus vários canais midiáticos de forma a garantir um clima organizacional caracterizado pela validação informativa e formativa. Educa-se também assim e toda a comunidade educativa aprende. Inteligência coletiva é isso e garante a perenidade institucional.

Reputação, retenção de colaboradores, fidelização de alunos, medição e sondagem de satisfação dos pais, responsáveis e alunos não deve ser uma tarefa somente para o segundo semestre das escolas particulares onde se renovam as matrículas. A competência comunicativa deve ser acompanhada de habilidades interacionais visando integração, nas instituições privadas e públicas.

Continue Lendo

Assine nossa Newsletter

Veja agora este vídeo

Comentários encerrados.