Janeiro 22, 2018

Teia de relacionamentos. Como criar uma cultura da paz na escola?

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Por Paulo Henrique de Souza

Você não consegue harmonia quando todo mundo canta a mesma nota. (Doug Floyd)

Quando o primeiro semestre inicia-se, no âmbito do planejamento escolar, um dado precisava ser levado em consideração pelos gestores educacionais: a teia de relacionamentos que se estabelece nas comunidades educativas. Somos resultados dos contatos que travamos, com as pessoas diariamente que, oscilam dos conflitos emocionais à interação sistêmica e alegre.

Escola é lugar de tensão. Onde não existe monotonia e cada dia é diferente do outro e tudo o que se planejou pode cair por terra devido aos humores, vaidades, armadilhas comunicativas, perda do equilíbrio entre razão e emoção, busca de realização e satisfações pessoais.

Nos processos de Coaching Educacional Sistêmico, com gestores e educadores, percebemos que muitas vezes, os projetos da escola e de sua gestão, não levam em conta, os humanos que dela fazem parte. Sobretudo, no que tange a avaliação. As pessoas não gostam de receber críticas e isso, cria uma barreira, na teia de relacionamentos o que é facilmente sentido, pelos alunos o que ajuda a degringolar, com o clima organizacional.

A indisciplina na maioria das escolas resulta entre outros fatores da ausência de capacidade dos gestores de criar espaços de sinergia e de investir em momentos de confraternização dentro da comunidade educativa. Fazemos parte da mesma teia da existência e a escola precisa de sensibilização, humanização e troca de afetos. E não se trata de ser piegas, mas, precisamos espalhar amor para crianças e adolescentes que educamos e, para os colegas de trabalho.

Não há uma receita específica para a criação de uma equipe harmônica, uma vez que, o duelo de comportamentos, personalidades e prática são distintos, mas investir em humanização na educação é urgente. Isso requer das lideranças educacionais uma análise transacional e a capacidade de intuir e planejar intervalos e pausas na ambiência da escola do século 21.

As pessoas que integram a comunidade educativa vêm para mesma com sua bagagem existencial e papéis sociais – pais, filhos, maridos, esposas, colegas de trabalho, superiores hierarquicamente transitam pelo universo psicopedagógico das instituições. Existe um imaginário que os gestores precisam ler, interpretar, decifrar, agir e avaliar para gerar qualidade sistêmica de vida na escola. Isso requer adaptação, ensaio e erro e, sobretudo transparência. Parafraseando Edgar Morin necessita-se desenvolver uma “inteligência da complexidade” e da completude.

Na mudança de época e época de mudança que as sociedades e culturas vivem no século 21 as unidades de referências valorativas de 30, 40 anos atrás sofreram mutação e a escola é a primeira instituição social a lidar com as ressonâncias dessas mudanças após as famílias.

Cabem às escolas criar momentos de interação com os pais e responsáveis dos estudantes para juntos criarem uma linguagem assertiva. Nós de Educação é o Alvo estamos desenvolvendo isso com o Projeto Zigoto que visa com dez encontros anuais agendados previamente, conversar com os adultos da relação com os alunos, sobre alinhamento sistêmico de comunicação.

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