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Guia para Gestores de Escolas

Manutenção predial: Planejando a manutenção escolar

A estrutura física de uma escola, que contempla variados espaços com funcionalidades diversas, promovem a sensação de segurança, o conforto físico e psicológico, e o bem-estar de todas as pessoas que transitam diariamente pela instituição de ensino. Além de propiciar essas sensações, a infraestrutura escolar e as suas disposições podem influenciar diretamente no processo de ensino, assim como no rendimento da aprendizagem dos estudantes. Compreendendo o espaço físico como um eixo essencial de uma escola, manter a sua manutenção impacta na segurança das pessoas, na valorização do patrimônio, no âmbito pedagógico e no bem-estar de estudantes e funcionários.

Algumas dicas podem ser aproveitadas para gestores e gestoras que pretendem realizar obras e/ou manutenções prediais nas escolas. A primeira delas é estabelecer um planejamento que contemple as expectativas da obra, os materiais utilizados, os prazos de execução, e os métodos/técnicas que serão utilizados. O arquiteto Eric Gushikem destaca que contratar profissionais qualificados, priorizar métodos que reduzam os prazos sem comprometer sua qualidade e compreender que as atividades das obras não podem interferir no funcionamento do local, são elementos básicos para serem observados.

“Os prazos são curtos, portanto, é necessário um planejamento adequado na especificação de materiais e na seleção de profissionais qualificados. A mão de obra deve ser composta por colaboradores habituados com esse ritmo de trabalho. Contratar um número excessivo de profissionais nem sempre acelera a obra, pelo contrário, pode comprometer o seu andamento. A qualificação da equipe é primordial para cumprir prazos e assegurar a qualidade”, ressalta Gushikem.

De acordo com o arquiteto, áreas com maior circulação como banheiros e refeitórios, assim como quadras esportivas e pátios, e até salas de informática e laboratórios, que exigem cuidado com a infraestrutura elétrica, são áreas que demandam maior atenção para reparos e manutenções. “A manutenção preventiva nessas áreas é crucial, pois impacta diretamente na segurança, funcionalidade e na prolongação da vida útil dos espaços, realizando uma manutenção eficiente para garantir e promover um ambiente adequado para a comunidade escolar”, complementa.

Sobre a escolha de empresas terceirizadas e especializadas para a realização de serviços de manutenção, Eric Gushikem indica que “é fundamental contratar uma empresa idônea, com vínculo CNPJ com CNPJ. Isso garante que todas as responsabilidades trabalhistas e riscos, como trabalhos em altura e prevenção de acidentes, sejam assumidos pela empresa contratada”. A observação sobre essa contratação externa para a realização de obras e serviços de manutenção é uma forma de respaldar a própria instituição. “Observa-se que algumas instituições de ensino utilizam funcionários próprios, como inspetores ou outros cargos não específicos, para realizar manutenções prediais”, diz o arquiteto, mas cuidado: essa prática pode resultar em reclamações trabalhistas após o desligamento do profissional, como ações por desvio de função ou danos morais. “Para minimizar esses riscos, é recomendável que alguns serviços, como limpeza de calhas, telhados (trabalho em altura) e limpezas pesadas com uso de produtos químicos ou ácidos, sejam realizados por empresas especializadas. Dessa forma, os funcionários da limpeza ou manutenção interna podem focar somente nas tarefas cotidianas”, finaliza. (RP)

 

Saiba mais:

Eric Gushikem – [email protected]

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