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Guia para Gestores de Escolas

A curva da mudança na escola

Passamos por constantes mudanças ao longo da vida: mudanças de fase, mudamos de casa, de relacionamentos, de empregos, de gosto musical, de preferências culinárias.

E quem foi que disse que mudar é ruim?

A mudança faz parte da evolução humana. Somos seres mutáveis, evoluímos, transformamos a sociedade, a nossa realidade… e que bom!

Com a mudança descobrimos novos sabores, novos amores, novos caminhos. Abandonamos velhos hábitos que sempre serão referências para os novos acertos e experiências que chegam.

Há tempos está sendo anunciada a necessidade de mudança na educação, de se repensar modelos, didáticas e metodologias, porque a sociedade mudou, o estudante não é mais o mesmo, a criança é mais conectada, a geração é digital, a era é da informação, a escola não atende mais às necessidades.

Mas por que resistimos tanto às mudanças?

Com ou sem opção, a pandemia chegou e fechou as escolas. As salas de aula ficaram vazias e as salas de casa ficaram cheias. O celular que era proibido virou recurso pedagógico. A experiência tecnológica que poderia ter sido implantada de forma gradativa e positiva, foi colocada às pressas e sem planejamento, mas era o que tínhamos!

De março até hoje, a comunidade escolar tem passado pela curva da mudança ou curva do luto, conceito desenvolvido pela psiquiatra suíça Kubler Ross, que define os estágios que pessoas e organizações passam por mudanças traumáticas, como a experiência de morte.

No primeiro momento tivemos o choque do fechamento das escolas. Simplesmente saímos da escola na sexta-feira e não voltamos mais. Alguns achavam que paralisariam por 15 ou 20 dias, no máximo.

A fase de negação veio em seguida, serão só alguns dias… vamos antecipar as férias para esperarmos esse tempo passar, ou para se organizarem e implantarem alguma ferramenta digital para manter contato com os alunos. Mas de uma coisa temos certeza, logo voltaremos!

Os dias se passaram, e chegou a fase da frustração, revolta com o governo, alguém precisa fazer alguma coisa! Fala com o deputado, com o vereador, formam-se os grupos de orações, organizam-se passeatas, é preciso se movimentar para mudar o cenário!

Com o passar do tempo, a energia vai diminuindo e a sensação de perda e de não conseguir fazer mais nada vai crescendo… minha escola vai falir! Vem a fase da depressão, entregam-se os pontos, “eu já tentei de tudo”, “não sei mais o que fazer”. O desânimo parece coletivo e faltam forças para lutar.

Esse sentimento não resolve, é melhor aceitar e tentar se reerguer. O momento é de experimentação, estudos, pesquisas, entender o que as outras escolas estão fazendo. Como estão se mantendo? Como pretendem se planejar para a retomada?

A realidade não é boa para ninguém, mas há alternativas. É quando chega a fase da decisão, momento de se reestruturar e pensar no futuro, em como se organizar para o ano que vem. Ficar onde estou ou aproveitar o momento para mudar e agregar valor para os pais e alunos? Mobilizar esforços para a mudança tão necessária na educação ou ficar quietinho esperando a nova onda? O que os pais esperam da minha escola? Como devo me posicionar?

Para aqueles que enxergam que a palavra CRISE também pode ser uma oportunidade, CRIE novos caminhos, mostre que você pode se reinventar e crescer com a experiência, demonstre resiliência, atitude positiva frente às adversidades da vida. É chegada a fase de integração, trazer novidades, incorporar mudanças e aprendizados.

Analise a curva, identifique em que momento você está e como pretende continuar? Olhe para trás e observe o que aprendeu, o que precisa mudar daqui para frente, o que poderia ter feito de diferente e ter melhorado a experiência do seu aluno.

Ainda dá tempo: pense a curto, médio e a longo prazo. 2021 está logo aí! A pandemia antecipou a mudança prevista para os próximos 5 anos, que mudança efetiva você realizou? Qual decisão você ainda precisa tomar? Vamos juntos?!

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