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Guia para Gestores de Escolas

A hora e a vez da educação financeira nas escolas

As projeções para as escolas para os próximos anos parecem ser bem melhores do que as últimas. Mas é preciso que as instituições estejam preparadas para um novo cenário pós-pandemia: a hora agora é de reavaliação e adequação às novas exigências.

Neste novo momento de novas adequações, um ponto que já vem ganhando grande destaque e se consolidará como uma necessidade para as instituições no próximo ano é a educação financeira na sala de aula.

Os tempos estão mudando para melhor, lembro que quando iniciamos nossos trabalhos com a educação financeira no início dos anos 2000, pouquíssimas pessoas falavam sobre esse tema e a confusão com finanças pessoais era inevitável. Agora a realidade é outra, o próprio Governo Federal já dá grande destaque ao tema.

Esse fato é muito relevante, mas é preciso cuidado ao tratar esse tema, ainda existe a confusão desse assunto com algo ligado às ciências exatas, mas sempre destaco que a educação financeira é uma ciência humana – tratada com tal e sendo aplicada de forma ampla, deverá impactar de forma definitiva e consolidada à população nos próximos anos.

É preciso entender também que, para a implementação desse conteúdo de forma estruturada, é preciso do real suporte dos professores, precisando estes estarem devidamente empoderados sobre esta ciência.

Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro. É preciso que as instituições entendam que a educação financeira é uma ciência humana que busca a autonomia financeira, fundamentada por uma metodologia baseada no comportamento, com o objetivo de construir um modelo mental que promova a sustentabilidade, crie hábitos saudáveis e proporcione o equilíbrio entre o SER, o FAZER, o TER e o MANTER, como escolhas conscientes para a realização de sonhos e necessidades.

É fundamental que esse entendimento da importância do tema chegue aos nossos líderes educacionais, lembrando que esse será um diferencial também competitivo para a instituição. Lembre-se: qual é a principal preocupação dos pais? O futuro dos filhos. E nesse ponto entra o futuro financeiro, que é ensinado pela educação financeira.

Um dos diferenciais do tema é que ele se adequa a qualquer público-alvo. Conforme a pesquisa A Importância da Educação Financeira nas Escolas, realizada pela Associação Brasileira de Educação Financeira (ABEFIN) em parceria com Instituto Axxus e Unicamp, é grande o valor dado aos pais ao tema, sendo que 95% dos entrevistados cujos filhos estão recebendo educação financeira responderam que é um grande diferencial em sua educação.

Isso sem contar que os resultados da inserção do conteúdo terão duas formas de retorno: a mensurável, que pode ser reconhecida diretamente em negócios (mais matrículas, retenção e queda na inadimplência); e a não mensurável, como o estabelecimento da marca enquanto referência no mercado, por exemplo. Ambos são resultados de um investimento assertivo em marketing. Frente a tão importantes pontos, não tem como não observar que a educação financeira não se trata mais de apenas um tema a ser inserido na grade curricular da escola. É algo fundamental para as instituições que queiram se destacar em um mercado cada vez mais concorrido.

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