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Guia para Gestores de Escolas

Afinal, o que é uma escola bilíngue?

Dentro do mercado de escolas particulares, há hoje uma grande demanda por oferecer um diferencial e o  ensino de inglês vem cumprindo bem este papel, sendo bastante considerado por pais e diretores.

Normalmente, o inglês é oferecido nas escolas de duas maneiras: como parte do currículo escolar ou como atividade extra. Porém, por falta de informação e às vezes por modismo, a escola, uma vez que trabalha com o ensino da língua, não se importando com a carga horária oferecida, quer ser considerada bilíngue.

Todavia, o conceito de uma escola bilíngue é muito diferente. Um estabelecimento de ensino é bilíngue quando a vivência da língua estrangeira pelos alunos é feita de forma bem mais intensiva, com uma carga horária grande e com algumas disciplinas ministradas na língua em questão.

Quando uma escola de educação infantil brasileira decide ser bilíngue, ela precisa observar certos preceitos tais como o número de horas / aula diárias, que deve ser de no mínimo duas horas, e o desenvolvimento de um programa bem diversificado, com atividades variadas, que trabalhem não só o que diz respeito à linguística, mas também à interdisciplinaridade, ligando a língua a matérias como artes, ciências, matemática, etc. Assim, será possível trazer  a mesma para perto da realidade das crianças, pois as conexões cerebrais entre os neurônios que determinam a habilidade de falar uma outra língua são estabelecidas na primeira infância, através de exercícios diferenciados e da afetividade.

Portanto, quanto mais estímulos na segunda língua a criança receber, maior será o domínio da mesma, e quanto mais células nervosas estimuladas, melhor o seu desempenho geral.

A família hoje está atenta ao que a escola oferece e à qualidade do serviço prestado, e já tem consciência das vantagens de se aprender um segundo idioma mais cedo. Mesmo assim, é de extrema importância que a escola informe aos pais de seus alunos sobre os benefícios que este aprendizado traz para seus filhos.

Segundo  Vygotsky,  “o desenvolvimento da fala e o desenvolvimento cognitivo do ser humano serve como base sólida das recentes tendências na linguística aplicada em direção à metodologia de ensino de línguas estrangeiras mais naturais e humanas, mais comunicativas e baseadas na experiência prática, cuja vivência em todos os momentos é fundamental”.

Um programa bilíngue bem desenvolvido deve ser trabalhado separadamente por faixas etárias, trazendo atividades diversificadas para que a criança se mantenha interessada. Outro ponto importante é explorar temas relativos aos interesses dos alunos, além de fundamentalmente ter professores fluentes e bem preparados, para que processo ensino-aprendizagem aconteça de maneira natural e prazerosa.

Uma escola comprometida com a qualidade  deve estar focada nos resultados obtidos por seus alunos e também em fazer uma avaliação constante de seu programa de ensino e de seus profissionais, pois o foco dos pais nos dias de hoje e o grande diferencial para a escolha da melhor escola para seus filhos é o atendimento integral e personalizado do aluno, que contribui para o seu crescimento e o torna um indivíduo feliz e preparado para o futuro.

Uma vez que o momento ideal para se alcançar proficiência em uma língua estrangeira é a idade pré-escolar e sendo bilinguismo um requisito básico ao indivíduo na sociedade moderna, compete às escolas facilitar e explorar ao máximo este aprendizado. Sendo assim, a escola bilíngue que implantar um programa de ensino de qualidade nos próximos anos se tornará um referencial, cuja visão de futuro é a educação integral de seus alunos.

Teresa Catta-Preta
Learning Fun
www.learningfun.com.br

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