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Guia para Gestores de Escolas

Alimentação: Saúde e bem-estar

A escola e seus devidos atributos compõem uma base privilegiada para o desenvolvimento do aluno. Através de cada instituição de ensino, observamos os crescimentos físico e social de cada estudante, bem como o cuidado com a saúde, o bem-estar e, consequentemente, a atenção a uma alimentação saudável. Dessa forma, proporcionar uma alimentação saudável na escola é uma contribuição para o crescimento pleno do aluno, assim como uma maneira de erradicar a obesidade.

De acordo com um interessante estudo publicado em 2017, realizado pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças e adolescentes (de 5 a 19 anos) obesos em todo o mundo aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Através do estudo, há uma ideia de que, se essa tendência continuar a crescer, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022.

No Brasil, em uma pesquisa divulgada no início do segundo semestre de 2019, revelou que mais da metade da população brasileira (55,7%) estava acima do peso. Esse mesmo estudo, realizado pelo Ministério da Saúde, apontou que uma a cada cinco pessoas sofre com obesidade no país, problema que atinge principalmente adultos nas faixas de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos. E cerca de 13% dos meninos e 10% das meninas – entre 5 e 19 anos – sofrem com obesidade ou sobrepeso.

Segundo a nutricionista Andréa Marim, um dos principais desafios de se manter uma alimentação saudável na rotina escolar é o contato com as infinitas possibilidades fora da sala de aula diminuindo a barreira entre o consumo do que é considerado saudável e prejudicial. “O papel da escola é orientar seus alunos sobre a qualidade nutricional dos alimentos, de forma explicativa e lúdica. Um bom exemplo é elaborar aulas de culinária”, diz.

Assim, Marim nos conta que existem cuidados especiais com a alimentação em diferentes fases da vida, especialmente na infância desde a mastigação como o aumento do valor calórico conforme seu desenvolvimento, e é necessário planejar um cardápio saudável e diversificado na cantina escolar com o acompanhamento de um/uma nutricionista. “É necessário ter um cardápio feito pela nutricionista, onde irá incluir todos os tipos de alimentos necessários para um bom desenvolvimento, como carboidrato, proteína, gordura, fibras e frutas. É muito importante evitar alimentos industrializados e processados”.

Para garantir os padrões técnicos e de qualidade nutricional nas escolas, há a Resolução CFN nº 358/2005, que dispõe as atribuições do/a nutricionista no âmbito do Programa de Alimentação Escolar (PAE). “A Lei determina que o cardápio seja uma ferramenta operacional que relaciona os alimentos destinados a suprir as necessidades nutricionais do indivíduo, discriminando os alimentos, por preparação, quantitativo per capita, para calorias totais, carboidratos, proteínas, gorduras, vitamina A, ferro e cálcio e conforme a norma de rotulagem”, completa Marim. (RP)

Saiba mais:
Andréa Marim (CRN 15233) – [email protected]

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