Guia para Gestores de Escolas

Bilíngue: Imersão multicultural

A estrutura social, sobretudo na contemporaneidade, abriga, sob múltiplos olhares, uma constituição cada vez mais adaptada ao eixo globalizado. A comunicação, a tecnologia, os anseios (profissionais e pessoais), os aspectos do multiculturalismo e a percepção de uma formação humana global, atravessa todos os campos e camadas sociais.

Neste cenário, que reflete no desenvolvimento educacional, estabelecido como a base estruturante de toda sociedade, algumas projeções alteram as modalidades pedagógicas e os fluxos existentes no interior de cada instituição de ensino, promovendo, assim, uma aproximação à uma realidade multicultural – destacando o ensino bilíngue como uma incorporação de um idioma (e também de uma cultura) necessário a todos/as os/as alunos/as.

“A percepção de que dominar um segundo idioma, em especial o inglês, traz mais oportunidades e é crucial em um mercado competitivo, já é parte do dia a dia das famílias há bastante tempo”, diz Arno Krug Junior, diretor geral de uma instituição internacional de metodologia canadense.

De acordo com o diretor, a mudança está localizada na percepção de “domínio do idioma”, ou seja, via-se “fluência” no conhecimento de gramática e vocabulário de um segundo idioma e não a capacidade de pensar, raciocinar e se expressar em uma segunda língua sem ter o primeiro idioma como filtro. “As famílias hoje, em decorrência do panorama atual, buscam um ensino estruturado e com resultados comprovados, e têm consciência do que, de fato, significa ser ‘bilíngue’. Esse conhecimento as ajuda também a escolher de forma mais segura entre os diversos tipos de abordagens”.

Dessa forma, é interessante compreender as várias interpretações dos significados de uma escola bilíngue, que pode ser contextualizada, de certa forma, por uma imersão plural e fluida em inglês, com atividades e propostas que acompanhem essa metodologia ativa e natural.

Teresa Catta-Preta, diretora de uma franquia especializada no ensino de idiomas, acredita que a escola bilíngue é rica no aprendizado dos dois idiomas, projetos multidisciplinares e tem como foco preparar os alunos para um mundo globalizado e competitivo. “Deve ter também a preocupação de parte formativa, como: educação financeira, incluir as habilidades socioemocionais e a parte de formação do cidadão que sabe cuidar de si e do meio ambiente. Possuir dois projetos pedagógicos, um em inglês e outro no idioma escolhido. Todas as crianças participam dos dois projetos pedagógicos. Já os cursos extracurriculares são pagos por pais que querem incluir o ensino bilíngue para seus filhos”.

Estudar em uma instituição de ensino que promove e instiga uma segunda língua diariamente, potencializa um estímulo em todos os alunos com o intuito de explorar novos caminhos, culturas, tradições e enriquecer seu conhecimento de forma sadia e prazerosa, mantendo uma relação fluida entre a língua nativa e a língua estrangeira.

“A exposição a uma segunda língua pode resultar em desenvolvimento mais eficaz das competências analítica, cognitiva, social e intercultural. O aluno torna-se, assim, bilíngue, não somente linguisticamente, mas também em sua formação cidadã”, afirma o coordenador acadêmico Lucas Rigonato.

Assim, em uma perspectiva contemporânea, o acesso e incentivo a uma segunda língua amplia as possibilidades pessoais – e, também, profissionais. “Como há demanda para cidadãos que consigam atuar não somente na sua localidade, mas globalmente, quanto maior exposição a uma língua utilizada na comunicação em boa parte do mundo, mais vantajosa será a educação que esses indivíduos recebem”, explica Lucas, que complementa: “A educação bilíngue ajuda alunos a extrapolarem os limites da sala de aula e entender que a língua que aprendem é, de fato, utilizada em contextos não somente educacionais”.

CONTATO COM A SEGUNDA LÍNGUA

O Centro Educacional Leonardo Da Vinci (Vitória/ES) possui, em sua marca institucional, a preparação de cidadãos aptos a conviver com a realidade, local e globalmente, conscientes de sua condição frente ao mundo e participantes ativos, criativos e criadores na transformação do contexto e de si próprio.

Os alunos do Leonardo Da Vinci (integrante do grupo de educação básica Saber), desde o Infantil II, estudam em sistema bilíngue português-inglês – o currículo em inglês tem como objetivo propiciar o aprendizado não apenas do idioma estrangeiro, mas do conjunto de conceitos, habilidades e valores que caracterizam as diferentes culturas anglófonas, possibilita o desenvolvimento do entendimento das diferenças e semelhanças, com respeito ao outro e ao meio. As aulas da língua inglesa são ministradas por professores nativos de países nos quais o inglês é a língua oficial.

“O tempo escolar do aluno em situação de aprendizagem bilíngue no Da Vinci é igualmente dividido entre a língua-mãe e o inglês. A preservação dos valores institucionais nos dois tempos – curricular e educativo – configuram nossa proposta bilíngue”, destaca Maria Helena Pignaton, diretora do colégio.

CAPACITAÇÕES E ATUALIZAÇÕES

Para garantir o nível de excelência no campo profissional da educação, capacitações, atualizações e especializações são ferramentas que devem ser utilizadas por todo o grupo pedagógico, especialmente no ensino bilíngue.

“Nesta área, especificamente, é muito importante que os professores se atualizem constantemente e se capacitem em questões que envolvam o desenvolvimento cognitivo dos alunos, como a sistematização da leitura e da escrita nas duas línguas, por exemplo”, comentam a diretora pedagógica Patrícia McKay e o CEO Alexandre Velilla Garcia.

“Contudo, é da mesma forma relevante que os docentes se aprimorem no desenvolvimento socioemocional dos alunos, praticando os princípios de affective learning, nos quais a autoestima e a motivação são trabalhadas com os estudantes, pois são fatores emocionais positivos e que contribuem muito com a aprendizagem bilíngue”, finalizam. (RP)

 

Saiba mais:

Alexandre Velilla Garcia – [email protected]
Arno Krug Junior – [email protected]
Lucas Rigonato – [email protected]
Maria Helena Pignaton (Colégio Leonardo da Vinci) – [email protected]
Patrícia McKay – [email protected]
Teresa Catta-Preta – [email protected]

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