Guia para Gestores de Escolas

Colégio implementa jardins e hortas com foco no ensino da consciência ambiental

Em parceria com empresa de irrigação sustentável, Colégio Magno/Mágico de Oz (SP) adotou, como importante ferramenta no ensino da consciência ambiental e melhoria de qualidade de vida, jardins e hortas em sua estrutura escolar

Dentro de um panorama geral e reflexivo que envolve a consciência ambiental e sua relevância na atualidade, projetos com jardins e hortas nas escolas estimulam concepções valiosas aliando teoria e prática na relação ensino-aprendizagem. Na rede de educação Colégio Magno/Mágico de Oz – que mantém três unidades no Jardim Marajoara e no Campo Belo (São Paulo) – que conta com unidades que atendem crianças do berçário ao ensino médio, implementou, recentemente, jardins e hortas em suas unidades, utilizando de água da chuva para a irrigação. A nova área escolar ganhou importante relevância pedagógica e, também, em sua infraestrutura.

O ensino de consciência ambiental é algo que precisa ser trabalho desde cedo. As últimas gerações cresceram sem dar o devido valor ao verde, e estamos sofrendo as consequências disso com secas, poluição, aquecimento global, etc. Para dar à nova geração uma perspectiva superior, é preciso dinamizar o olhar para a natureza e aprender na prática como cuidar dela. Os jardins escolares são excelentes ferramentas para essa prática. Trata-se de um ambiente controlado, seguro e que complementa o que é visto em sala de aula com vivência instigante, o que auxilia na criação de novos valores das crianças sobre o verde. Dentre alguns benefícios notados na melhora didática, percebe-se que as crianças podem experimentar a natureza. De dentro dos livros de biologia e geografia, a natureza parece algo distante. “Aprendemos como ela funciona na teoria, mas vê-la agindo é diferente. A observação ao vivo permite que se entenda o verde como um organismo, o que ajuda a criança a assimilar valores ecológicos. A empatia necessária para ter cuidados ambientais no futuro nasce dessa proximidade com a natureza em idades de formação”, explica Mauricio Tricate, diretor do Magno.

Outro fator de grande valor é que quando a criança ajuda a cuidar de um jardim escolar, ou uma horta, aprende valores e habilidades diferentes, como por exemplo como ela lida com um ser vivo, a participação em um processo de produção, o prazer de realizar algo e colher os frutos de seu trabalho. Isso expande horizontes e treina novas habilidades mentais. O aluno se torna protagonista e espectador da natureza. “Há um crescimento na dinâmica, que vem da diversão. Esses sentimentos positivos ajudam o conhecimento a se fixar. O aluno tem prazer em aprender, em participar, e isso é o que realmente é um desafio dentro de sala de aula atualmente”, completa o diretor.

IMPLEMENTAÇÃO NA INFRAESTRUTURA

A implementação desse projeto ocorreu em parceria com a empresa Regatec, especializada em irrigação sustentável. Segundo Danny Braz, fundador da empresa, o aspecto prático da infraestrutura faz a diferença para as instituições de ensino. “É possível ter uma escola ecológica, mas funcional. Ganha-se do ponto de vista do olhar da comunidade sobre a escola. Sem contar que há uma real contribuição para a natureza, tanto por formar cidadãos mais conscientes, quanto por promover um espaço que tem um ar mais limpo, traz bem-estar, retoma o verde ao cenário urbano, etc.”, explica.

Apesar de positivo, implementar uma infraestrutura dessas têm seus desafios, como a necessidade de uma alta eficiência, bom acabamento para não molhar fora das áreas indicadas e um projeto bem elaborado para se aproveitar ao máximo a tecnologia disponível. A manutenção é quase nula, pois todo o sistema é feito para funcionar sozinho, em harmonia com a natureza e com durabilidade e segurança. Há, ainda, a possibilidade de reciclagem de resíduos orgânicos, que com o devido tratamento se torne adubo para as plantações, o que reduz um problema prático da escola. Outra questão é a alimentação saudável, que pode partir em grande parte do que é cultivado em solo escolar, direto para a merenda.

A coleta de água da chuva para a irrigação também pode ser utilizada para outros fins, como a torneira de lavagem de piso, irrigação manual das áreas comuns e até mesmo no resfriamento da escola, quando esta tem coberturas de policarbonato, por exemplo. “O conforto pela temperatura mais amena é sentido por alunos e funcionários, assim como a redução de ruídos vindos da rua, filtrados pela vegetação. Isso sem contar a economia com água”, completa Braz.

Com relação aos cuidados, não é toda planta que pode ser cultivada em uma escola – tanto pelo lado prático de demandar muita atenção, ou água, como por ser venenosa ou perigosa (contendo espinhos, por exemplo). É preciso a atenção de um profissional adequado na hora de montar o jardim. Existe uma inúmera gama de árvores e plantas que podem ser usadas em jardins para crianças de todas as idades. O ideal é que um especialista esteja envolvido na hora de projetar e implementar o espaço. “Um projeto bem elaborado, tanto da parte de quem implementa, quanto de quem se utiliza do recurso para o fim pedagógico, tem valor muito grande. Os ganhos são ímpares e imensuráveis, sobretudo para a próxima geração que se forma”, finaliza Braz.

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