Guia para Gestores de Escolas

Como a escola pode agir para minimizar os impactos e os desgastes gerados pelos grupos de mães e pais no WhatsApp?

No grupo do WhatsApp de pais e mães de uma escola, uma mãe menciona com inocência: “Meu filho passou muito mal essa noite e estou com ele no hospital agora. Mais alguma criança passou mal?”. Basta uma mensagem como essa e o circo já está armado! E, se mais uma criança estiver doente, pronto: a escola passa a ser a principal suspeita de ter fornecido água ou alimento contaminado. E como esse tipo de notícia se espalha muito rapidamente, o colégio pode ter sua imagem comprometida por conta desta ingênua mensagem.

Construir e manter uma reputação na era digital é um grande desafio enfrentado por todas as instituições de ensino nos dias de hoje – e que não pode ser negligenciado, justamente, por ter esse poder de derrubar líderes e autoridades.

Fofocas e questionamentos sempre impactaram o ambiente escolar, mas atualmente, graças à agilidade das redes sociais e dos grupos de WhatsApp, o impacto inicial dessas conjecturas têm sido ampliado. E a tendência nos próximos anos é de aumentar ainda mais a disseminação de notícias falsas ou alarmistas, que podem ser criadas dentro da própria instituição. Afinal, além da agilidade desses canais, a insegurança de alguns pais em relação ao que acontece no interior das escolas, leva a um ambiente propício para aumentar o poder nuclear dessa fusão.

Nesse artigo, vou sugerir algumas dicas simples de como minimizar o impacto dessas mensagens.

Faça ações preventivas: A melhor vacina para a dúvida é a informação. Um caminho muito simples de evitar a proliferação de incertezas ou polêmicas em torno de assuntos banais é investir em transparência e comunicação. Quanto mais a escola informa, de forma proativa, o que é relevante e real, mais ela define os temas e a atenção dos pais para os fatos. A comunicação deve ser clara, simples e relatar algo do cotidiano escolar que comprove a proposta do colégio. Por exemplo: se sua escola se compromete em trabalhar a disciplina, enviar aos pais uma foto da formação de uma fila, vai tangibilizar a importância desse valor na sua rotina. Ou seja, a comunicação pode ser usada para demonstrar para a família todo o trabalho da escola, eliminando, assim, incertezas, medos e ansiedades que podem se expressar em grupos e redes sociais.

Atenda com agilidade: Mesmo fazendo uma boa comunicação, a escola ainda pode ter incidentes que geram insatisfação ou conflitos. Nesses casos, outra capacidade que a escola precisa ter é de prestar um atendimento privado de forma ágil. A palavra mágica aqui é agilidade! Afinal, cada minuto que passa aumenta a chance do assunto deixar de ser uma pauta da família com a escola, para virar assunto de toda a comunidade escolar ou, dependendo do caso, de toda a cidade. Assim, marcar uma conversa presencial, pode ser uma atitude tardia na era digital! E não adianta concentrar todos os assuntos em uma só pessoa, pois isso resulta na perda de agilidade. As dúvidas e os atendimentos devem ser resolvidos rapidamente, evitando hiatos que possam causar ruídos nessas interações.

Pense em tudo que pode dar errado: Quando se trata de um caso não tão simples de esclarecer, sugiro que a escola conheça suas vulnerabilidades e crie planos preventivos que possam protegê-las de eventuais questionamentos. Cito aqui como exemplos, a instalação de um sistema de câmeras internas; a criação de regras e regulamentos; a realização de auditoria nos alimentos e na água fornecida aos alunos; assim como avaliações e certificações externas de performance acadêmica. Enfim, é importante que todos os assuntos que possam fazer sombra à credibilidade da escola, tanto no cuidado com os estudantes, como na sua qualidade pedagógica, possam ser passíveis de serem comprovados.

Poucas instituições dependem tanto da sua credibilidade para operar quanto a escola. Por isso, é importante torcer para nunca precisar defender sua reputação, mas sobretudo, estar totalmente preparado caso um dia ela seja questionada.

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