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Guia para Gestores de Escolas

Como os gestores podem falar sobre o “Jogo da Baleia Azul” dentro e fora das escolas

Por Carina Gonçalves

Que a tecnologia é uma ferramenta ótima para diversos fins, todos nós já sabemos, porém, saber usá-la é outra coisa. No texto de hoje, em especial, abordo um tema polêmico e presente dentro das escolas, dos lares e nas comunidades virtuais, das quais os jovens e alunos ignoram o possível perigo envolvido. Me refiro ao “Jogo da Baleia Azul”. Precisamos falar sobre este tema, bem como dar dicas de como os gestores de escolas, pais e responsáveis podem lidar com esses jogos virtuais, que em muitas vezes, incentivam ou instigam para atitudes não saudáveis físico e mental.

 

Saiba mais sobre o Jogo da Baleia Azul:

Segundo pesquisas, o jogo surgiu em 2015 na Rússia, devido uma notícia falsa que no final acabou se tornando verdadeira e resultou na morte de cerca de 130 jovens. O jogo consiste em 50 desafios dos quais incentivam os jovens ao isolamento social, automutilação (cortes e machucados pelo corpo) e, ao final, o suicídio. Até o momento, estima-se que o público alvo está entre jovens de 12 a 24 anos de idade, mas não há confirmação correta sobre a faixa etária.  Não existe distinção de gênero e ou classe social. O “jogador” é sempre convidado por um curador (responsável pelo participante) e deve responder as mensagens com provas de suas ações, incluindo assistir filmes de terror e psicodélicos de madrugada indicados por outra pessoa. Entre as ações possíveis de serem vistas pelos pais e ou responsáveis, que podem ajudar a identificar a participação do jovem no desafio, estão o corte na mão e no lábio, automutilações, a inscrição da sigla F57 na palma da mão, desenho de uma baleia azul no braço, exclusão social e comportamento depressivo, além de outros.

 

Como os gestores podem agir:

Segundo Rafael Nunes, Coach Empresarial da empresa Facilitare Coaching, durante o ciclo escolar o aluno passa por várias fases de fragilidade quanto à própria personalidade e auto estima, por isso, os gestores das escolas devem ter um plano de ação permanente de identificação e combate à depressão, inclusive, com o apoio de psicólogos. “Além das crianças e jovens, os gestores, professores e profissionais de educação devem estar preparados para lidar com situações de risco como essa e outras que ainda podem surgir. Ter um planejamento e preparo para gerir estas situações são importantes para minimizar os possíveis estragos de uma “brincadeira” viral e tão perigosa para a sociedade”, comenta.

 

Riscos para os participantes:

De acordo com a médica pediatra Priscila Zanotti Stagliorio, não se trata de uma brincadeira ou mesmo um jogo.  Trata-se de um estímulo para o suicídio e deve ser um alerta para que os pais e responsáveis fiquem atentos e mais próximos de seus filhos. “É necessário criar o hábito de conversar com os filhos e deixá-los falar à vontade sobre tudo, sem demonstrar preconceito ou repressão. Somente assim cria-se um laço de confiança e a troca de informações que podem ajudar na educação completa. Adolescentes e jovens com tendência e ou quadros depressivos são os mais propensos à praticarem o suicídio e, em muitas vezes, eles dão algum sinal antes de realizar como se pedissem ajuda. Porém, por falta de atenção e ou mesmo preparo, os pais ou responsáveis não entendem em tempo e se lamentam depois por algo que poderia ser evitado. Quando um participante é identificado ou o adolescente demonstre interesse pelo jogo, recomendo a supervisão de pediatras, psicólogos e até psiquiatras para acompanhar de perto o comportamento do indivíduo, com o objetivo de evitar tragédias”, finaliza.

 

Do ponto de vista da comunicação, saiba como agir:

Como mencionado pelos profissionais e especialistas acima, todo cuidado é pouco para evitar que “jogos” deste porte cheguem até as pessoas que amamos e queremos bem. Do ponto de vista da comunicação, recomendo aos gestores, pais e responsáveis de um modo geral o monitoramento dos filhos fazem nas redes sociais e como usam a tecnologia para estabelecerem relacionamentos com terceiros. É importante, também, estabelecer limites para o uso de plataformas como fonte de distração – games, redes sociais, grupos digitais, entre outros.

Há menos de 20 anos os riscos eram somente físicos, essa era a realidade dos pais de hoje. Infelizmente tudo mudou e a violência – psicológica e física – pode chegar nas residências e nas escolas por meio da tecnologia oriunda do celular, tablets, notebooks/computadores e possíveis mensagens subliminares. Por isso é importante se manter sempre em alerta para quaisquer mínimos sinais. Dentro das escolas, o professor pode ser capaz de perceber mudanças comportamentais e até mesmo distração exacerbada de um aluno. Os gestores, por sua vez, podem proporcionar aos profissionais de seu estabelecimento palestras e bate-papos sobre os temas relevantes de momento para que possam expor novas ideias e soluções para quando, caso ocorram, casos semelhantes, não “pegando” ninguém de surpresa.

 

Dicas:

Proibir o uso de tecnologia não é o caminho, assim como evitar falar do assunto com medo de incentivar ou despertar interesse também não é recomendado.

Abra espaço para debates ou aulas lúdicas com o propósito de esclarecer alunos e profissionais sobre o tema.

Convide os pais e responsáveis para participarem mais ativamente da vida dos filhos, seja com eventos relacionados aos temas do momento (sarais, palestras, teatro e apresentações) ou mesmo com atividades de casa que envolvam a família.

A escola é, em muitos casos, considerada o segundo lar da criança e do adolescente, por isso é importante conquistar a confiança de cada aluno para que possam compartilhar experiências extras-curriculares e evitar transtornos ou mesmo tragédias futuras.

Para os gestores, no caso de dúvidas sobre como agir, recomendo a busca por profissionais que possam contribuir para um plano de ação estratégico, com palestras e treinamentos de Coaching, por exemplo. Também, a busca por profissionais de saúde para esclarecimentos ou consultoria também pode ajudar. O preconceito e o “achismo” sobre como agir não contribuem para nada, inclusive quando falamos de outras vidas das quais somos responsáveis, seja pela maternidade, paternidade, legalidade ou tutores dentro de espaços educacionais.

 

Se quiserem mais dicas e ou consultoria e serviços em comunicação e marketing, escrevam para o meu e-mail: [email protected] / [email protected] – 11-4113-6820 / 11-98092-6021 (Oi e Whats)

 

Carina Gonçalves

É jornalista especialista e atuante nas áreas de educação, cultura e mídias digitais. Oferece trabalhos e consultoria em comunicação e marketing para estabelecimentos de ensino, empresas e profissionais autônomos. Possui cursos de especialização em empreendedorismo, marketing, comunicação empresarial, mídias sociais e digitais, assessoria de imprensa e projetos personalizados focados ao universo educacional. É sócia-diretora da JCG Comunicação e Marketing. www.jcgcomunicacao.com / 11-4113-6820 – [email protected]

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