Guia para Gestores de Escolas

Criar espaços colaborativos e multidisciplinares não significa carregar uma marca de peso

(“It is not about decorating learning spaces. It is about designing to amplify learning*” Dr. Robert Dillon)

O termo Sala Google, Sala Microsoft, ou Sala Apple surgiu quando essas empresas começaram a divulgar suas iniciativas de apoio ao uso consistente e eficiente da tecnologia nas instituições de ensino, e criaram programas bem estruturados envolvendo um sofisticado ecossistema de parceiros e soluções com finalidades pedagógicas muito bem definidas.

Um dos aspectos mais importantes das mudanças que a tecnologia na educação está demandando das escolas é a mudança dos ambientes físicos. Para que os projetos de uso eficiente da tecnologia tenham êxito, os ambientes de aprendizado e os recursos físicos devem ser pensados para atingir propósitos, que vão desde o bem-estar dos diferentes perfis de alunos até o desenvolvimento de habilidades e competências, como as descritas na BNCC.

As instituições perceberam então a necessidade desta transformação do ambiente por motivos diferentes:

  • Algumas porque entenderam que a transformação é mais profunda e significativa do que simplesmente trazer tecnologia e colocar mobiliários coloridos em salas coloridas.
  • Outras, que não tiveram a oportunidade de entender o aspecto 360º da transformação se adiantaram e fizeram algumas mudanças, que são válidas, mas que precisam estar fundamentadas e ter uma função pedagógica. 

O problema surge quando as instituições, começam a nomear seus espaços como “Sala Google”, ou “Sala Microsoft” ou “Sala Apple”, ou espaços que somente receberam mobiliário ou equipamentos novos como “Espaço Maker”, e “Sala de Robótica”.

Esta prática pode até gerar implicações jurídicas, referentes ao uso das marcas registradas de empresas sem autorização e ao uso indevido e a distorção dos logotipos destas em projetos algumas vezes “bizarros”.

E qual é o caminho? 

É possível contar com o apoio e a parceria das empresas de tecnologia tanto para a introdução das suas tecnologias para educação, como na divulgação desta parceria incluindo o uso dos seus logotipos.

Muito mais que o uso dos logotipos e das cores das empresas em espaços nas instituições, esse apoio e parceira dessas gigantes da tecnologia vai desde o apoio à gestão, treinamento e certificação dos professores, programas para alunos e até para pais e responsáveis, através de parceiros de consultoria educacional especializados. E quando falamos das mudanças físicas nos ambientes de aprendizado, essas empresas também têm orientações e parceiros especializados para que o projeto de mudança tenha propósito pedagógico e que através disso leve a instituição a níveis mais elevados de excelência e reconhecimento.

 

* tradução livre: Não é sobre decorar os espaços de aprendizagem. E sim desenhá-los para ampliar o aprendizado.

*Danielle Andrada é fundadora e diretora da Eduinfo, graduada em Comunicação Social pela Faculdades Metropolitanas Unidas, cursou MBA em Marketing pela FGV. Com mais de 20 anos de experiência em gestão de negócios, abriu mão de tocar os negócios consolidados da família para empreender, e descobriu a paixão pela educação onde fundou a Eduinfo, dedicada ao setor de educação atuando com tecnologia educacional e projetos de arquitetura para ambientes de educação.

Curiosa e não se cansa de buscar informações em todo o mundo participando dos eventos nacional e internacional. É membro de comunidades que discutem soluções para educação e conta hoje com uma rede de mais de 50 empresas parceiras dentro e fora do Brasil. Atuando em rede criou conexões importantes como os gestores da área de educação, acadêmicos e formuladores de políticas públicas contribuindo ativamente com essa comunidade através da disseminação de práticas inovadoras, recursos tecnológicos e com estudos do redesenho dos espaços físicos e do mobiliário escolar para comportarem as novas metodologias de aprendizagem.

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