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Guia para Gestores de Escolas

Cultura maker Aprendizagem ativa

Criatividade, colaboração, tecnologia, interação, engajamento e protagonismo. Cada vez mais, essas características são facilmente encontradas em diversos âmbitos e cruzamentos sociais, e, se olharmos para as dinâmicas que atravessam as demandas da educação na contemporaneidade, percebemos uma ascensão da chamada “cultura maker” nas instituições de ensino.

Paulo Fontes, Assessor de Tecnologia Educacional e André Santos de Melo, Educador Maker do Colégio Albert Sabin (SP), contam que o movimento maker se popularizou como uma extensão do “Do-It-Yourself” (DIY) – ou “Faça-Você-Mesmo”, em tradução livre – que tem o propósito de construir, fabricar ou consertar qualquer objeto ou produto. A cultura maker se diferencia do DIY no âmbito educacional “por ser mais voltada às temáticas da tecnologia, fazendo uso de ferramentas digitais como impressora 3D, máquina de corte a laser e microcontroladores, como Arduino”.

“Mas se enganam aqueles que acham que só é possível fazer atividades mão na massa usando ferramentas digitais. Elas não são obrigatórias, aliás, a cultura maker no contexto educacional pode ser mais simples, fazendo uso materiais de fácil acesso e que fazem parte do dia a dia da escola. Materiais de papelaria como tesouras, colas, fitas e recicláveis, como garrafas pets e papelão”, ressaltam os educadores.

Segundo Paulo e André, os impactos da cultura maker no âmbito escolar são positivos, sobretudo por valorizar o aprendizado na prática, estimulando os estudantes a desenvolverem novas habilidades, além de reforçar o aprendizado pela experimentação, tornando o aprendizado mais significativo. “Pela nossa experiência dos últimos anos, esse tipo de atividade tem aumento do engajamento dos nossos alunos”. 

EXPERIÊNCIAS CRIATIVAS

No Coleguium Rede de Ensino (MG), a cultura maker adentrou nos colégios da rede como tema de disciplina. Intitulada “Tecnologias e Experiências Criativas” (TEC), a disciplina faz parte da grade curricular dos alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental do Coleguium, incentivando a criatividade nas crianças e nos adolescentes, aliando experiências “mão na massa” e tecnologia.

Segundo a diretora geral do Coleguium, Daniele Passagli, essa é uma importante habilidade para a composição de um currículo pedagógico denso, além de estar alinhada às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Dessa forma, um ambiente que faz uso da tecnologia cria condições para novas experiências, permite enriquecer a transmissão de informações e, primordialmente, possibilita o aluno se fazer agente do seu conhecimento. Assim temos o desenvolvimento do raciocínio e a consequente apreensão de conceitos”, explica Daniele. (RP)

Saiba mais:
Coleguium Rede de Ensino – [email protected]
Paulo Fontes e André Santos de Melo – [email protected]

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