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Guia para Gestores de Escolas

Dica – Manutenção predial – Conforto e segurança no espaço físico

Matéria publicada na edição 112 | Outubro 2015 – Ver edição online

Por Rafael Pinheiro

A estrutura escolar é um dos requisitos básicos e fundamentais para uma boa educação. Os espaços e as funcionalidades embutidas em diversas áreas de uma escola permitem facilidades, conforto físico e psicológico, influenciando diretamente no rendimento da aprendizagem do aluno.

A infraestrutura, composta por uma extensa listagem de exigências, aponta caminhos que podem ser atrelados para alcançar um nível alto de conforto e segurança a seus alunos nos espaços físicos – que são extremamente relevantes observar e garantir maneiras de viabilizar acessos nos espaços internos e externos do colégio.

Para garantir um convívio tranquilo e seguro para alunos e funcionários, a visitação técnica periódica, bem como a observação de áreas ou instalações que merecem reparos e consertos, deve existir com frequência. A manutenção predial preventiva é um dado de realidade, incluindo, assim, instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e de incêndio. Além de coberturas, revestimentos, (pisos, paredes e forros), esquadrias, pinturas, entre outros.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) destaca a Norma Brasileira NBR 5674 como um manual de procedimentos que podem ser utilizados nas manutenções dos edifícios. Nessa norma, questões como responsabilidade, sistema de manutenção, documentação básica de registros, previsão orçamentária, planejamento do serviço de manutenção, contratação do serviço de terceiros e controle dos serviços de manutenção são requisitos básicos para a realização direta ou indireta de todas as atividades produtivas com foco no suporte físico.

Destaco, aqui, as especificações do último ítem da NBR 5674 – Gestão da qualidade do sistema de manutenção: Um sistema de manutenção deve possuir uma estrutura interna de gestão da qualidade, tendo por atribuição:

  1. a) elaborar ou compilar normas e procedimentos para o sistema de manutenção, incluindo documentação técnica para a execução dos serviços de manutenção;
  2. b) supervisionar a qualidade das atividades desenvolvidas no sistema de manutenção, incluindo as etapas de documentação e registro, coleta de informações, previsão orçamentária, planejamento, projeto e programação, orçamentação, contratação de serviços de terceiros e controle da execução;
  3. c) avaliar continuamente a eficiência do sistema de manutenção, considerando aspectos como: – tempo médio de resposta às solicitações dos usuários e intervenções de emergência; – relação entre custo e tempo estimados e efetivamente realizados; – taxa de sucesso das intervenções, medida pela incidência de retrabalho necessário; – satisfação dos usuários da edificação, medida por meio de pesquisas de opinião; – desempenho econômico do sistema;
  4. d) acompanhar a variação do valor da edificação ao longo de sua vida útil, em função do resultado do sistema de manutenção.

MANUTENÇÃO NA PRÁTICA

Observando a escola como um patrimônio – repleta de valores intangíveis e imateriais, bem como aspectos físicos, estruturados e projetados para cada ambiente, armazenando disposição e funcionalidade primordial, toda e qualquer intervenção deve ser feita através de uma programação específica e apreciação técnica.

Emerson Pereira, diretor de planejamentos, acredita que o “gestor escolar deve estar atento às necessidades dos alunos e de todo o grupo escolar, buscando planejar a manutenção predial escolar sob a luz de esquemas estratégicos que priorizem segurança e conforto a todos”.

Áreas como salas de aula, quadras, bibliotecas e brinquedotecas, que recebem um alto volume de estudantes diariamente, são espaços que merecem atenção especial. “As salas de aula devem estar sempre no ápice da manutenção, afinal de contas, é nesse ambiente que os alunos permanecem a maior parte do tempo. Deve haver uma atenção especial, também, nos corredores e praça de alimentação”, destaca Emerson.

O calendário escolar não permite longas pausas para reformas, pois as férias escolares concentram-se em períodos que outros departamentos administrativos continuam operando normalmente. Assim, a manutenção predial deve ser programada em um tempo reduzido, para não comprometer a reforma de outros itens e, também, o retorno dos alunos às salas de aula.

CONSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO

Além dos destaques técnicos, vistorias especializadas e programações minuciosas para propor uma instituição organizada, estruturada e arrojada, é importante atravessar estes aspectos técnicos-administrativos e incorporar, dentro do processo de aprendizagem, valores humanistas e de conservação do patrimônio. “Além de auxiliar o processo de conscientização no que se refere à conservação do patrimônio, também serve de ferramenta no processo de ensino-aprendizagem, isso porque tal orientação serve de eixo ao desenvolvimento da cidadania, auxiliando a inserção dos alunos no âmbito social, estimulando o respeito às regras de bom convívio social”, ressalta o diretor de planejamentos.

Emerson destaca, também, a relevância na participação e engajamento de toda a comunidade escolar na detecção de problemas, com o intuito de garantir uma boa gestão dos recursos físicos e materiais. “Um bom gestor sempre está disposto a ouvir as ideias da comunidade escolar acerca de quaisquer medidas que venham para somar. É sempre bom estar atento a novas soluções”, diz.

A manutenção e o cuidado com o edifício escolar propicia uma rede física acolhedora para a aprendizagem e o convívio social. Instigar a preservação do espaço escolar é caráter primordial para a excelência – tanto na gestão como na educação, já que “o ambiente também serve como ferramenta de aprendizagem, uma vez que abarca aspectos relacionados à organização o que, sem dúvida, implica conforto e segurança”, finaliza.

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Emerson Pereira

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