Guia para Gestores de Escolas

Dica – Novas Ferramentas de Ensino

Matéria publicada na edição 109 | Junho-Julho 2015- ver na edição online

Tecnologia na Educação, uma realidade

Por Rafael Pinheiro

Se refletirmos por um momento, de maneira sutil, sob uma ótica tecnológica, analisaremos de imediato uma realidade: o meio digital em todos os campos sociais. Esta esfera digital, que não era tão potente anos atrás, possibilita diversos aplicativos, entretenimento, comunicação atrativa, facilidades e conhecimentos imediatos. E, com tantos usuários envolvidos e ávidos por novidades em diferentes dispositivos, a reflexão na educação é inevitável.

Alessandra Borelli, diretora de uma empresa voltada a orientação de crianças e adolescentes para o uso seguro da tecnologia, acredita que como em todas as áreas, a tecnologia também tem impactado na educação. “A evolução das novas tecnologias têm oferecido excelentes ferramentas, tanto para o professor ensinar, como para o aluno aprender”.

A geração de alunos que adentram as escolas diariamente possui um volume de informação internalizada, conhecendo, utilizando e adaptando todo mecanismo digital à sua rotina. Mas, a inserção tecnológica em sala de aula, por exemplo, depende de uma infinidade de fatores que devem ser analisados criteriosamente. “Trocar um quadro negro por uma lousa digital não significa nada. Assim como pedir para um aluno ler no tablet o mesmo conteúdo que há disponível em um livro ou apostila. O uso digital no processo de aprendizagem deve agregar algo que o analógico não oferece. O professor pode utilizar as redes sociais como forma de interação pedagógica entre ele e os alunos, partes de vídeos e filmes em aula e os próprios celulares para pesquisas durante alguns minutos da aula”, explica Alessandra.

Luís Roberto Coimbra, Diretor de Inovação do Sistema de Ensino Poliedro, acredita que a tecnologia será uma aliada no engajamento e na atenção dos alunos, desenvolvendo competências, e o professor terá mais foco nos objetivos e nas competências pedagógicas determinantes.

Os novos métodos e ferramentas pedagógicas que começam a surgir no âmbito escolar supre, de certa maneira, a realidade social (e cultural) de uma parela gigantesca de jovens e adolescentes, mas, por outro lado, o conhecimento não pode ser enfraquecido e o educador não deve ser esquecido. “Se por inserção estamos entendendo a capacitação do professor para ele compreender que agora os alunos não irão copiar um conteúdo da única fonte (ele) para reproduzir em uma prova, mas irão atuar fortemente na construção de um conhecimento e que ele vai conduzir este projeto junto com seus colegas professores, sim, a tecnologia produz aspectos positivos para a educação”, destaca Luís.

A educação tecnológica, então, é uma forma construtiva e colaboradora, principalmente na relação aluno-professor, tendo, o educador, como mediador de conteúdo. E o aluno, por outro lado, agente ativo e transformador de seu aprendizado. “A escola precisa se adequar ao tempo em que está vivendo. O que isso significa? Significa desenvolver tecnologia como linguagem e novas metodologias de ensino aprendizagem”, ressalta o Diretor de Inovação do Sistema de Ensino Poliedro.

Observar as modificações nas práticas de ensino é uma forma de interligar desejos e disseminar conhecimento de forma ampla e ilimitada, como a própria rede tecnológica propõe. O interesse tecnológico no ensino é uma forma de reconstruir sua metodologia, evoluindo os papeis de aprendizagem e os substituindo por uma nova postura, moderna e necessária.

“Que tal sugerir que resumam a aula (durante a mesma) nas notas do celular e pedir que encaminhe ao final da aula para o professor ou entre os colegas? Ou realizar uma pesquisa coletiva na internet sobre um assunto, ensinando o aluno a considerar e desconsiderar determinadas fontes, a adquirir um raciocínio mais reflexivo e coerente acerca dos conteúdos disponíveis na rede”, indaga Alessandra Borelli. (RP)

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