fbpx
Guia para Gestores de Escolas

EdTech: Soluções tecnológicas e educacionais

A atualidade é guiada significativas e constantes transformações. Em um plano geral, podemos destacar o fator tecnológico como um forte aliado de nossas vivências pessoais, profissionais e educacionais. E, com a pandemia do novo coronavírus que atravessamos, o ambiente digital tornou-se um forte elemento em nosso cotidiano. Nesse aspecto, aplicativos, ferramentas e soluções digitais compõem nosso vocabulário diário em todas as esferas sociais.

Na educação, sobretudo pela intensificação de recursos digitais nos últimos anos, além das possíveis alterações no campo metodológico/pedagógico (como utilização de tablets em sala de aula, recursos audiovisuais, lousas digitais, dinamismo, metodologias ativas, entre outros), percebemos um crescimento de inovações e soluções, proposto pelas startups, para as instituições de ensino – as chamadas “edtechs”, termo criado a partir da junção das palavras em inglês education + technology.

Para Luiz Alexandre Castanha, especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais, as edtechs estão focadas em criar soluções para a educação, aliando inovação e tecnologia em novas formas de compreender a aprendizagem. “De olho na oportunidade de revolucionar a aprendizagem, várias startups têm se aventurado neste mercado, pois o sentimento em geral é que o processo de aprendizagem deve sofrer alterações radicais nos próximos anos e as empresas querem ter um protagonismo neste setor”.

Em um breve histórico, conta o especialista, em uma escola tradicional, de alguns anos atrás, o celular, por exemplo, “era o grande vilão da sala de aula. Hoje, pelo contrário, os smartphones e tablets são grandes aliados no processo de aprendizagem, principalmente no momento que estamos vivendo de pandemia”. Desse modo, olhando para a nossa realidade, o cruzamento entre educação e tecnologia é um retrato de nossa era – e que continuará pelos próximos anos.

IMPACTOS NO CENÁRIO EDUCACIONAL

Para Fabrício Vargas, diretor de uma edtech, ao utilizar uma tecnologia, o aluno passa a ser o criador de sua própria aprendizagem, sendo o papel do professor, o de mediador no processo ensino-aprendizagem. “Isso gera um impacto enorme nas escolas de formato tradicional de ensino, pois cada vez mais o aluno quer ser o protagonista do seu aprendizado. Quando o aluno interage com o computador, é possível adequar as matérias de acordo com as necessidades pessoais dele. Por exemplo: alunos com deficiência cognitiva podem realizar exercícios diferentes dos seus colegas, entretanto, dentro do mesmo tópico e obtendo o mesmo resultado dos demais”.

Nesse sentido, Fabrício destaca três características que as edtechs são baseadas para aprimorar a relação ensino-aprendizado: acessibilidade (permitem um acesso mais amplo por meio de do uso de tecnologias); engajamento (uso de práticas inovadoras para tornar o processo de aprendizagem mais empolgante); e personalização (oferecem uma experiência customizada para cada aluno).

“Outro ponto é a interação entre os alunos, o uso da tecnologia favorece a interação eles. Mesmo alunos considerados tímidos conseguem interagir por meio de ferramentas tecnológicas e isso os motiva, pois sentem-se parte ativa e importante do processo de aprendizagem. Cada geração tem características próprias e estamos alfabetizando alunos que já nasceram com a tecnologia na palma das suas mãos”, relata Fabrício.

Se olharmos para a nossa realidade educacional, que foi atravessada, desde 2020, por uma pandemia, é possível afirmar que mudanças significativas também ocorreram nas startups – principalmente nas edtechs. Segundo o especialista Luiz Alexandre Castanha, as edtechs foram obrigadas a criarem soluções “a toque de caixa” para suprir as necessidades de escolas (públicas e particulares), universidades e empresas que foram forçadas a funcionar remotamente durante a pandemia.

Complementando essa ideia, Fabrício Vargas nos conta que, no primeiro mês da pandemia, em 2020, a demanda por aplicativos de educação cresceu mais de 100%, ficando atrás somente dos aplicativos de videoconferência, delivery e streaming. “Ninguém estava preparado para esse ‘boom’, tivemos que sair contratando novos colaboradores para atender essa demanda inesperada, modificar funcionalidades e desenhar o projeto de expansão novamente. Acredito que superamos a fase de preconceito com a educação online, nossos maiores desafios são conquistar e, acima de tudo, reter a atenção dos alunos”, completa. (RP)

Saiba mais:
Fabrício Vargas – [email protected]
Luiz Alexandre Castanha – [email protected]

Receba nossas matérias no seu e-mail


Relacionados
× Fale conosco!