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Guia para Gestores de Escolas

Edtechs lançam relatório sobre as tendências para a educação em 2022

O relatório “Tendências para a Educação em 2022”, divulgado em novembro último, indicou os principais direcionamentos para o setor no próximo ano, focado em digitalização dos ambientes de ensino e a consolidação de transformações trazidas pela pandemia. A publicação foi elaborada pela Layers Education, edtech de soluções para a gestão escolar, com apoio do Educbank, fintech que garante inadimplência zero para as escolas.

Durante o painel, Danilo Yoneshige, CEO da Layers Education, Danilo Costa, fundador do Educbank e Michel Lam, CEO da RED HOUSE International School, discutiram os principais insights do material, que contou com análises sobre seis pilares fundamentais do segmento: ensino personalizado, aprendizagem híbrida, digitalização da comunicação, ensino a distância, humanização do ensino e digitalização da gestão financeira escolar.

“A pandemia fez o setor da educação avançar 10 anos em 5 meses. E, apesar de termos vivido um momento muito doloroso para diversos segmentos da sociedade, não podemos deixar de pensar no lado positivo disso tudo, que foi o desenvolvimento tecnológico que abriu a porta das escolas e aproximou os professores dos alunos e de suas famílias”, disse Danilo Yoneshige.

“Considerando a dificuldade que temos com o avanço da educação no país, toda essa transformação não teria acontecido nem antes da pandemia. Este paradigma não teria sido quebrado nem em 10 anos. Apesar da incerteza dos próximos passos, os indicadores do relatório nos ajudará a passar com mais clareza para a próxima fase”, avaliou Michel Lam.

“Mesmo com uma realidade totalmente impactada pela pandemia, o setor da educação básica não estava no cerne das preocupações e incentivos. Por isso, decidimos arregaçar as mangas e auxiliar este segmento que é imprescindível para o desenvolvimento da sociedade. Acreditamos que o futuro não é mais apenas abrir estradas, mas oferecer conectividade para as escolas e criar um ambiente fértil para os alunos”, declarou Danilo Costa.

Confira abaixo o resumo dos pontos analisados pelo levantamento. O relatório completo pode ser acessado neste link: https://drive.google.com/file/d/1z7rcoeyj1O6pOLWGqTqqzEN7jlLkETOd/view

Ensino personalizado

As diferenças entre níveis de aprendizado e desenvoltura no acompanhamento escolar foram escancaradas na pandemia, quando as aulas se teletransportaram da sala da escola para, muitas vezes, as salas das casas. Os pais e responsáveis puderam entender melhor que o comportamento dos jovens frente aos desafios propostos pelos educadores são diferentes, pois dependem de fatores como aptidões, vocações e condições pessoais, como interesses natos, conhecimentos prévios e cultura.

Desta forma, conclui-se que, para alcançar o melhor aproveitamento do aluno ao que lhe é apresentado, a tendência deverá seguir uma metodologia que considere adequar conteúdos e atividades à realidade dos alunos.

Aprendizagem híbrida

Pais, responsáveis, educadores e gestores escolares concordam que as tecnologias serão aliadas permanentes. Isso deve-se ao fato de que nada teria sido possível sem a digitalização de conteúdos e as aulas por videoconferência, por exemplo. Mas todos ainda estão preocupados com a capacidade de aprendizagem que este ambiente exclusivamente virtual proporciona.

Um estudo encomendado pela Fundação Lemann ao Datafolha, em parceria com o Itaú Social e Imaginable Futures em 2020, constatou que 92% dos pais e responsáveis pelos estudantes avaliaram que o modelo híbrido seria a melhor alternativa para que não haja perda do ano letivo. Isso porque 77% dos pais ou responsáveis consideram que os estudantes estão tristes, ansiosos, irritados ou sobrecarregados na pandemia e 38% temem que a falta de acompanhamento das atividades possa fazer com que os estudantes queiram desistir de estudar.

Dado este cenário, a saída mais adequada será manter o investimento em ferramentas capazes de oferecer uma convergência congruente entre a atuação virtual e o apoio no ambiente físico, com qualidade.

Digitalização da comunicação

Imagine que, pouco menos de dois anos atrás, os dispositivos tecnológicos eram adornos que não impactavam o ensino em sala de aula e mais de 80% dos educadores declararam que não estavam preparados para a nova realidade do ensino, segundo o levantamento da gigante de tecnologia Cisco. Hoje, não é possível imaginar uma atuação diferente.

As soluções digitais trazem flexibilização para as práticas diárias dos educadores e, até mesmo, possibilidade de gerar renda extra com cursos on-line. Para a rede de instituições, o avanço da conectividade foi positiva a ponto de diminuir 4% o número de escolas sem acesso à internet em apenas um ano.

Ensino à distância

Já popular antes mesmo da pandemia, o Ensino a Distância (EAD) ganhou o protagonismo com as necessidades de afastamento social. E, mesmo com o avanço da vacinação, a tendência é que a modalidade continue sendo a preferência dos alunos e ganhando a atenção dos gestores.

O próprio Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) que no início de 2021 direcionou todas as 93 mil bolsas de estudos às aulas presenciais, aprovou em outubro, por meio da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, a inclusão de cursos de graduação e pós-graduação à distância no Fies para o próximo ano, o que deve beneficiar milhares de estudantes no Brasil.

Humanização do ensino

A crise sanitária impactou a forma com que problemas sociais eram encarados. Questões como saúde mental e cuidado nas relações humanas serão tão importantes quanto o currículo acadêmico das aulas.

Uma pesquisa da plataforma novo.qedu.org.br, com 66.110 participantes, mostrou que há diversos projetos de humanização do ensino em curso nas escolas que visam tratar de assuntos sensíveis, a fim de combatê-los, como Bullying (80%), Educação ambiental (79%), Violência (72%), Uso de drogas (67%), Relações étnico-raciais/racismo (52%) e mais dez temas disponíveis no relatório completo.

Digitalização da gestão financeira escolar

A tecnologia também oferece um novo olhar para o principal player do ecossistema da educação: as instituições. Um dos principais temas é a maneira como as escolas administram suas próprias finanças.

Na pandemia, muitos colégios privados perderam receita. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o número de transferências de alunos de escolas particulares para públicas cresceu 44,4% na comparação com o mesmo período, principalmente na educação básica e ensino médio. O motivo principal foi a perda de renda das famílias, em decorrência do desemprego, fechamento constante nas atividades de diversos setores e a suspensão de aulas presenciais no último ano decorrente da pandemia.

Neste sentido, as chamadas edtechs, empresas de tecnologia voltadas ao setor de educação, como a Layers Education, trazem soluções com o propósito de reduzir a burocracia, proporcionando mais transparência entre as partes envolvidas e, principalmente, reduzindo os riscos de perdas com inadimplência. A Educbank é outro exemplo de plataforma que garante até o recebimento das mensalidades mesmo em caso de atraso dos responsáveis financeiros. De acordo com Instituto Semesp, a inadimplência de alunos do ensino superior subiu 29,9% em 2020 em relação a 2019. No relatório completo, ainda é possível verificar o recorte para o Estado de São Paulo, que concentra cerca de metade das instituições privadas de ensino superior.

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