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Guia para Gestores de Escolas

EdTechs: Startups focadas em educação se reinventam durante a pandemia

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Unindo educação e tecnologia, as edtechs emergiram nos últimos anos e, desde o início da pandemia em março de 2020, expandiram de forma significativa. Oferecendo soluções e ferramentas digitais diversas, as startups focadas no mercado educacional auxiliam profissionais das instituições de ensino de todas as áreas – do administrativo ao pedagógico

A atualidade nos mostra que estamos, cada vez mais, em um momento de convergência entre educação e tecnologia. De certa forma, as mudanças e rupturas ocasionadas pela Covid-19 aceleraram a imersão dos profissionais que atuam em todo o sistema educacional no ambiente digital. E, se observarmos alguns serviços tecnológicos, como o das edtechs, por exemplo, é possível notar um aumento expressivo das startups especializadas em educação, sobretudo nesse período da pandemia.

Para Fabio Luiz do Carmo, da edtech Educ360°, o cenário educacional passa por momentos de muita instabilidade e, com os impactos da pandemia, “as edtechs têm proporcionado alternativas que possam minimizar essas questões com soluções que democratizam e propiciam oportunidades nas aplicações de conteúdos e gestões educacionais”. Nesse sentido, as edtechs se reinventaram e ampliaram os seus serviços nas diversas instituições.

“A pandemia gerou uma corrida desenfreada por soluções no mundo digital para garantir o contato entre as escolas e seus alunos, tecnologias antes vistas como aplicações futuras tiveram que ser aplicadas a toque de caixa. O fato das edtechs nascerem com o DNA digital facilitou o acesso das escolas a produtos e serviços que minimizaram os impactos negativos, hoje mais do que nunca todos entendem o poder desse casamento entre tecnologia e ensino o que forçou o mercado a se adequar a alta demanda”, ressalta Fabio.

Complementando essa ideia, Teresa Daltro, CEO e OWNER da Rede Daltro Educacional, afirma que as edtechs fazem parte de uma nova maneira de abordar a educação utilizando todo o poder que a tecnologia possui para conseguir ofertar uma forma inovadora ao tradicional processo de aprendizagem. “Com o tempo cada vez mais escasso, soluções como educação a distância, videoaulas on-line, podcasts e webinars permitem que novos conteúdos sejam absorvidos, conforme a rotina de cada pessoa, sem ser necessário viajar para outra cidade para participar de uma palestra, por exemplo, ou se locomover todos os dias de casa para uma instituição de ensino para fazer um curso. Logo, este é um excelente nicho em ascensão no cenário atual”, ressalta.

Para adentrar nessa discussão, trouxemos, neste especial, falas de especialistas e CEOs de edtechs refletindo sobre os questionamentos: Como as edtechs reformularam e impactaram positivamente o sistema educacional em tempos de pandemia? Quais foram os ganhos e as soluções tecnológicas criadas para facilitar a rotina escolar em um período de constantes mudanças?

Arthur Igreja – Especialista em Tecnologia, Inovação e Tendências

“As edtechs tiveram um papel fundamental em tempos de pandemia, pois trouxeram ferramentas e novas metodologias para as instituições de ensino. Não podemos esquecer das edtechs que promovem cursos e treinamentos profissionalizantes e de capacitação rápida em formatos inovadores, e essas apresentaram um crescimento gigantesco, já que as pessoas estavam com um pouco mais de tempo e em casa e, claro, precisando aprender coisas novas.

O que chama muito a atenção no desenvolvimento tecnológico das edtechs é o acompanhamento e as ferramentas para comunicação dos alunos, dos pais e profissionais. As edtechs colocaram em funcionamento novos modelos para aulas à distância com mais dinamismo, aprendizado adaptativo e com novas formas de avaliação. Uma trilha de ensino híbrida, com a mescla de conteúdos externos e curadoria também foi possibilitada pelas edtechs.”

Arthur Igreja – Especialista em Tecnologia, Inovação e Tendências

Fernando Barcelini – Cofundador da edtech Realvi

“Eu acredito que um período tão desafiador e marcado por mudanças exigiu muitas adaptações. E isso está no DNA das edtechs que estão sempre reinventando suas soluções para atender o mercado.

Posso usar como exemplo a nossa plataforma de ensino bilíngue, Realvi. Nunca havíamos pensado em utilizá-la remotamente até março do ano passado. Contudo, assim que percebemos o que estava acontecendo mundo afora, focamos todos nossos esforços para adaptá-la à nova realidade. Em menos de 2 semanas nossas escolas parceiras já estavam usando nossa plataforma remotamente. Além disso, produzimos conteúdo relacionado à pandemia e disponibilizamos em poucos dias para que as escolas pudessem oferecer aulas bastante atuais aos seus alunos.

As escolas também souberam se adaptar de forma louvável. Os professores foram heróis. Em uma pesquisa que fizemos com 18 professores, 14 deles afirmam que querem que as ferramentas tecnológicas continuem após a pandemia, pois ela dá autonomia ao aluno e expande o ambiente de aprendizagem.”

Fernando Barcelini – Cofundador da edtech Realvi

Isabella Stulp – CEO da edtech Realize

“As edtechs surgiram para trazer inovação ao setor educacional, que, apesar do imenso crescimento, ainda tem muito o que desenvolver em relação à tecnologia. Durante a pandemia essa necessidade evoluiu ainda mais, por conta do isolamento social e do grande aumento nas matrículas de cursos de educação à distância, que demandam ainda mais recursos tecnológicos e investimento digital.

A Realize, por exemplo, é uma edtech que surgiu em meio à pandemia, criando uma plataforma de gestão de produção e construção de materiais didáticos on-line interativos, inclusivos e responsivos. Nosso principal objetivo é simplificar e otimizar a esteira de produção de conteúdo EAD das instituições de ensino, permitindo que elas criem materiais com mais qualidade, escalabilidade e agilidade, além de poder gerenciar suas equipes e etapas produtivas, economizando dinheiro para investir ainda mais em conteúdo e inovação, já que todos os processos e recursos ficam centralizados em apenas uma ferramenta. Pudemos ver o impacto positivo que nossa solução teve em nossos clientes, tanto internamente tornando a produção das instituições de ensino mais fácil e barata, como também externamente, levando para os estudantes disciplinas on-line mais interessantes.”

Isabella Stulp – CEO da edtech Realize

Alexandre Sayão – CEO da Plataforma A+ 

“Durante a pandemia, as edtechs viabilizaram a continuidade do modelo da sala de aula e não deixaram que as escolas interrompessem suas atividades, impactando diretamente o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. A tecnologia permitiu o andamento das aulas, seja ao vivo ou gravadas, assim como a comunicação e interação entre professores, alunos, pais, coordenação e equipe escolar. Destaco a comunicação, a gestão de conteúdos e a continuidade das aulas como três pontos essenciais que as edtechs puderam suprir e acelerar no auge da crise.

Entre os ganhos, a comunicação foi, sem dúvida, o mais imediato, uma vez que os canais tradicionais não eram eficientes naquele momento de escolas fechadas. Além disso, vale ressaltar as novas possibilidades abertas a partir das aulas on-line. Hoje, é possível, por exemplo, fazer micro avaliações de cada interação do aluno: em atividades, ao assistir um vídeo, ao fazer um comentário. Cada interação, cada processo de ensino e aprendizagem é uma história revelada que permite avaliar o estudante e sua evolução individual dentro de cada disciplina. A tecnologia aproxima, conta histórias, revela em que passo cada um está em suas jornadas de conhecimento e permite gerar um diagnóstico do aprendizado de uma forma mais refinada.”

Alexandre Sayão – CEO da Plataforma A+ 

Jhonatan Pache Faria – CEO do Grupo Força Máxima Educação

“Falar em ganhos educacionais em um período tão crítico e difícil como estes vividos pela humanidade poderia soar como uma grande contradição, pois o afastamento dos alunos do convívio presencial diário das escolas apresentou-se como um evento jamais imaginado no ambiente educacional.

Porém, apesar de todos os prejuízos sociais e econômicos advindos desta pandemia, o que pôde ser observado foi uma grande disrupção da forma como os alunos e as pessoas passaram a ter acesso aos conteúdos. As tecnologias aplicadas no dia a dia escolar, a partir de plataformas já existentes no mercado (Zoom, Google Classroom, Microsoft Teams, entre outros), possibilitaram que as escolas não interrompessem por completo o processo de ensino-aprendizagem. Além disso, elas propiciaram uma maior interação entre alunos, professores e responsáveis, pois permitem que tanto os conteúdos ministrados nas aulas quanto os materiais complementares possam ser inseridos na vida dos estudantes. Sendo assim, a aprendizagem se tornou capaz de superar as paredes frias das escolas.

Sabemos que ainda não estamos (e não sei se um dia estaremos) preparados para deixar de ter o convívio presencial em nossas escolas. Entretanto, temos certeza de que a tecnologia se confirmou como uma aliada poderosa na propagação, ampliação e manutenção da educação de nossos jovens.”

Jhonatan Pache Faria – CEO do Grupo Força Máxima Educação

Vinícius Freaza – Sócio-diretor da Evolucional

“Assim como as escolas, muitas edtechs tiveram de se reinventar durante a pandemia. Mesmo que já houvesse uma base tecnológica preestabelecida, as startups de educação viram a demanda por seus produtos e serviços aumentar exponencialmente, exigindo expansão e robustez das plataformas e servidores para suportarem milhares de usuários simultâneos.

Aqui na Evolucional, por exemplo, em duas semanas nós reestruturamos todo o nosso portfólio de avaliações, que em sua maioria eram aplicadas presencialmente, para o formato digital. Assim, nossas escolas parceiras puderam continuar oferecendo de maneira remota os simulados e diagnósticos, alinhados às matrizes oficiais, com a mesma qualidade das avaliações presenciais. Isso possibilitou a não interrupção da proposta original de avaliação que a escola tinha desenhado, além de permitir o acompanhamento do aprendizado dos alunos à distância e a consequente identificação das lacunas e gaps de aprendizado em tempo real para estruturação de ações certeiras e personalizadas de retomada do aprendizado.”

Vinícius Freaza – Sócio-diretor da Evolucional

Gilson Cavalcanti – CTO do Edify Education

“No tsunami que a pandemia causou no sistema educacional, as ferramentas e os serviços das edtechs foram um dos poucos botes salva-vidas disponíveis. Ferramentas digitais educacionais que antes eram vistas como ‘legais de ter’, passaram a ser essenciais no processo de aprendizado de forma muito abrupta. O Edify Education já contava com um ecossistema rico de produtos digitais e, sem dúvidas, eles contribuíram muito para tornar a experiência do aluno mais imersiva, mesmo fora do contexto de sala de aula tradicional. O ensino remoto fica muito mais dinâmico quando suportado por recursos que ajudam a diminuir as distâncias.”

Gilson Cavalcanti – CTO do Edify Education

Natália Castan – Presidente do Grupo Unite, conselheira do Blox e da Nutriens Alimentos

“O Grupo Unite com as marcas Unite, Talkeen e Convert passou a atender da noite para o dia diversas instituições de ensino – incluindo edtechs – que não tinham a capacidade técnica de atendimento multicanal a distância. Com a nossa tecnologia de agente virtual com reconhecimento de voz, CRM e equipe multidisciplinar, a instituição, mesmo quando fechada ou com equipe atuando de casa, não deixou de atender seus potenciais alunos e pais de alunos em tempo de pandemia, estreitando o relacionamento com sua comunidade e ganhando posicionamento de destaque.”

Natália Castan – Presidente do Grupo Unite, conselheira do Blox e da Nutriens Alimentos

Fabiana Fratantonio Murer – CEO da Voxall

“Um estudo feito pela Associação Brasileira de Startups e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira apontou que o Brasil teve um aumento de 23% no número de edtechs em dois anos, pulando de 364 para 449 empresas do gênero. O fato é de que mais de 70,6% das edtechs são focadas em soluções para o ensino básico, sendo 48,11% para os ensinos fundamental e médio, seguido pelo ensino infantil, com 22,49%. A maioria das edtechs usa tecnologia como motor de seus modelos de negócios, mas com a chegada da Covid-19, elas tiveram de se adaptar rápido.

Nós da Voxall acreditamos muito na tecnologia de voz interativa para enriquecer a educação a distância, uma vez que estudantes, professores e pais estão saturados de vídeos, se sentindo esgotados de passar horas na frente de um computador. Utilizando a Amazon Alexa, a Voxall criou a plataforma em experiência de voz Matéria daHora com mais de 80 aulas em 10 disciplinas para apoiar professores e alunos do ensino médio no preparo para ENEM e vestibular, permitindo que o estudante ouça as aulas de qualquer lugar, a qualquer momento, realize o quiz de perguntas e respostas para avaliar seu aprendizado, tornando a jornada mais leve e divertida.”

Fabiana Fratantonio Murer – CEO da Voxall

Carlos Coelho – Diretor de inovação da Consultoria Nova Educa

“A pandemia trouxe diversos desafios para as escolas, e quando falamos de ensino à distância ou híbrido é quase impossível não citar tecnologia. Preparar professores e gestores se tornou uma grande missão, que teve grande ajuda das edtechs – com soluções em escala de impacto e o principal: atendem de forma on-line. Se a escola tiver um planejamento tecnológico com equipamentos padronizados para equipe pedagógica, conectados com as soluções das startups, tudo fica mais fácil no desenvolvimento e adaptação a um novo formato de aula, tornando as ações mais dinâmicas e simples de implementação.

Escolas que trabalhavam com o modelo 1:1 de iPad de um dia para o outro conseguiram enviar atividades através de plataformas, juntaram professores e conectaram alunos quebrando barreiras geográficas. O que isto significa? O ensino público até agora, com mais de um ano de pandemia, ainda reclama de acesso, até porque muitas famílias têm apenas um computador em casa. Esta lição precisa ter um legado para as escolas se planejarem de forma diferente, focando na conexão e gestão para levar o ensino para diferentes lugares. Quanto mais estruturada de forma financeira, operacional e tecnológica, melhor o desempenho das escolas.”

Carlos Coelho – Diretor de inovação da Consultoria Nova Educa

Rafael Kader – Médico, doutorando em Ciências Médicas pela UFRJ, CEO e fundador da beSafe Saúde

“Com as mudanças impostas pela pandemia causada pelo novo coronavírus, o modelo educacional vigente sofreu um grande impacto pela dependência quase que exclusiva de atividades presenciais dentro de sala de aula. Novas estratégias, nesse contexto de desafios para as escolas, surgiram com o uso da tecnologia como ferramenta de acesso à educação. No que diz respeito à saúde dos alunos, familiares e profissionais da escola, não foi diferente: novas e rigorosas medidas de proteção à vida e aos cuidados sanitários começaram a ser adotadas.

As escolas tiveram que se adaptar às novas exigências para proteger a vida de seus alunos, familiares e colaboradores, principalmente com foco sobre a saúde escolar. Com o surgimento e início da fiscalização do cumprimento da Lei Lucas, lei Federal nº 13.722 que obriga a capacitação em primeiros socorros a escolas e centros de recreação infantil em todo território nacional com necessidade de reciclagem anual, a promoção do treinamento de seus profissionais e de uma maior segurança em seu ambiente escolar se tornaram mandatórios, principalmente na retomada das aulas presenciais junto dos demais protocolos sanitários.

Sob esse prisma, surgiu a beSafe Saúde, Health&EdTech com uma plataforma que ensina primeiros socorros e temas de saúde com certificação para Lei Lucas e facilita, por meio de aplicativo para smartphones, a conexão entre vítimas em situações de urgência e emergência com instituições de saúde e segurança e contatos cadastrados de forma inteligente e automatizada pela tecnologia. O modelo de ensino inovador permite treinamentos teórico e prático com qualidade de escolas de todo o Brasil mesmo durante o momento epidemiológico vigente. A beSafe nasce com o propósito principal de salvar vidas, dentro e fora do ambiente escolar, acompanhando de perto os parceiros e pela saúde e segurança dos alunos das mais diversas instituições em todo o país.”

Rafael Kader – Médico, doutorando em Ciências Médicas pela UFRJ, CEO e fundador da beSafe Saúde

Murilo Carvalho – CEO da LUMA Escola

“A pandemia acelerou um futuro que já se endereçava em direção a soluções tecnológicas. Ao não terem outra opção que não a digital, soluções que já vinham sendo trabalhadas pelas edtechs passaram a ser a realidade para escolas, pais e alunos. De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups em conjunto com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira, as edtechs cresceram 65% em faturamento na pandemia.

Uma das soluções criadas para facilitar a rotina escolar foi o reforço individualizado, com aulas interativas e professores que se adaptam ao ritmo e necessidade de cada aluno. Este é o caso da solução oferecida pela LUMA Escola, que possui uma plataforma on-line para aulas particulares que conseguem atender desde a alfabetização até o ensino médio.”

Murilo Carvalho – CEO da LUMA Escola

Paulo Cunha – Diretor-geral da AWS no Brasil para o Setor Público

“A pandemia de Covid-19 transformou a educação no mundo inteiro, e a tecnologia teve papel essencial para garantir a continuidade do ensino e da aprendizagem. O uso de tecnologias emergentes para a educação, como inteligência artificial e realidade virtual, provavelmente será parte essencial da transformação que estamos vendo em todos os segmentos da educação.

Portanto, o papel das startups no cenário educacional é muito importante. As edtechs criam soluções para tornar o ensino e a aprendizagem mais eficientes, permitindo que os alunos aprendam de maneira mais ágil e com mais capacidade de retenção de conteúdo. Para superar fórmulas desatualizadas, essas empresas trazem para o ensino o e-learning, a gamificação, a inteligência artificial e a robótica, transformando o aprendizado ao aplicar diversos tipos de inovações tecnológicas. Tudo isso tendo a computação em nuvem como base, dando suporte para a profunda transformação digital pela qual passa o setor educacional.”

Paulo Cunha – Diretor-geral da AWS no Brasil para o Setor Público

Leonardo Gmeiner – Líder do Comitê de Edtechs da Associação Brasileira de Startups e CEO da School Guardian

“Em 2020, as instituições de ensino se superaram: foram ágeis, souberam lidar com o inesperado e desconhecido, se reinventando em diversos aspectos com excelência. Considerando que edtechs existem para melhorar a educação e a gestão escolar por meio da tecnologia, esse foi o impulso que muitas edtechs precisavam. Uma característica importante das startups é a agilidade de criação e adaptação, e esse foi o encontro perfeito com as novas necessidades das escolas, para entregar ferramentas que estavam prontas e as que foram criadas para essa nova realidade.

Nesse período, pude perceber quatro grandes incêndios que as escolas tiveram de apagar e as soluções oferecidas pelas edtechs acompanharam esse movimento, numa sintonia muito grande com o que as instituições demandavam a cada momento: 1) aulas remotas: serviços de reuniões on-line; 2) vontade de fazer melhor: plataformas de gestão de conteúdo e ferramentas de engajamento, por exemplo; 3) avaliações: ferramentas de avaliação à distância, de ensino baseado em projeto, entre outras; 4) volta às aulas presenciais em segurança: ferramentas de gestão de logística escolar, comunicação e saúde.”

Leonardo Gmeiner – Líder do Comitê de Edtechs da Associação Brasileira de Startups e CEO da School Guardian

Danilo Yoneshige – Fundador e CEO da Layers Education

“Com mais de 350 mil alunos usando a nossa plataforma, além de pais, professores, escolas e instituições de ensino, conseguimos resolver alguns gargalos. O mercado educacional possui um ambiente descentralizado, sem integrações, e isso dificulta a experiência do usuário. A nossa proposta é organizar essas relações entregando um super App, onde as funcionalidades iniciam com gestão da comunicação, vendas e integrações com soluções. Ainda que boa parte do super App da Layers Education seja dedicada à gestão administrativa de escolas e instituições de ensino, indiretamente a questão pedagógica é intrínseca ao projeto, como plataforma única que reúne soluções digitais que facilitam e melhoram a experiência e a aprendizagem do aluno com diversas ferramentas de tecnologia. O mundo inteiro mudou a chave. A educação será virtual. A adoção do ensino híbrido é apenas o equilíbrio entre o presencial e o on-line, mas a tendência da aprendizagem constante, em qualquer lugar e a qualquer hora, se dará por meio digital.”

Danilo Yoneshige – Fundador e CEO da Layers Education

Bernard Caffé – Fundador e CEO da Jovens Gênios

“A Jovens Gênios tem por premissa investir na capacitação e formação de professores. Este é um aspecto importante que sempre observamos e agora, em meio à pandemia, ficou mais nítido, urgente e necessário. Por isso, criamos o Programa Educadores Geniais, para o qual os participantes deverão submeter um pré-projeto a ser desenvolvido na prática, e os projetos mais inovadores serão analisados e selecionados pela nossa equipe. Uma vez aprovados, os educadores terão aulas on-line sobre os temas programados e receberão mentoria da equipe da Jovens Gênios para que eles possam aplicar em sala de aula os conhecimentos adquiridos. Assim, conseguimos contribuir e impactar positivamente para o segmento educacional, ao auxiliar os professores para que se aprofundem em metodologias inovadoras de ensino e, consequentemente, que apliquem e adaptem esses conhecimentos às suas realidades. Queremos que eles sejam capazes de criar aulas mais inovadoras com essas metodologias, sem que precisem copiar ideias preconcebidas. E capacitá-los para que possam desenvolver seus alunos e aumentar o engajamento deles em sala de aula”.

Bernard Caffé – Fundador e CEO da Jovens Gênios

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