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Guia para Gestores de Escolas

Estudantes desenvolvem congresso e trabalham 6 competências propostas pela BNCC

Propondo uma nova forma de educar e aprender, pautada por uma educação através da transformação, a Lumiar, criada há 15 anos em São Paulo, possui, hoje, 8 escolas operando com sua metodologia diferenciada – metodologia esta reconhecida como uma das mais inovadoras do mundo pela Stanford University, Microsoft e UNESCO. Seguindo uma tendência de educação por competências, na unidade Luminar Internacional Santo Antônio do Pinhal (localizada no interior de São Paulo), nasceu o CluE – Congresso Lumiar para Estudantes, que fez com que sete crianças entre 12 e 14 anos pudessem colocar em prática 6 das 10 competências recém-definidas pela Base Nacional da Educação.

A ideia do congresso surgiu depois de um dos alunos ter acompanhado, em 2016, a diretora pedagógica da escola, Graziela Lopes, ao ICLOC – evento anual promovido pelo Instituto Cultural Lourenço Castanho, que tem por objetivo discutir práticas em sala de aula com educadores e gestores de escolas públicas e privadas. O estudante levou a outros colegas o seu encantamento com o tipo de evento, e então Graziela propôs à turma a participação no ICLOC Jovem, promovido pelo Instituto Singularidades, para estudantes que estão nos últimos anos do ensino fundamental ou no ensino médio.

“Quando a ideia surgiu, trouxe a todos um sentimento forte de entusiasmo. Eu sabia que seria um instrumento potente para o desenvolvimento de habilidades essenciais como, por exemplo, trabalho em equipe, autonomia, organização e comunicação. Ao longo do processo, os estudantes foram estabelecendo um fluxo harmônico de trabalho. Foram identificando dentre as tarefas necessárias para que o evento realmente acontecesse, quais aquelas que eram do interesse de cada um”, diz Graziela Lopes, Diretora Pedagógica da Lumiar Internacional em Santo Antônio do Pinhal.

Assim surgiu o CluE, que levou um total de 8 meses para ser desenvolvido do zero, arrecadou mais de R$ 700,00 para sua realização com 3 patrocinadores e contou com a presença de 50 estudantes da região da Serra da Mantiqueira e outras cidades. Explorando diversas ferramentas, incluindo muitas digitais, conta Graziela, desenvolveram habilidades e aprenderam conteúdos de diversas áreas para solucionar os problemas que se apresentavam. “Organizaram-se através de uma gestão participativa, sem eleger uma liderança fixa, mas reconhecendo lideranças emergentes em cada etapa. Fiquei imensamente surpresa com a qualidade de trabalho alcançada pelo grupo”.

“Além do processo, o dia do CLuE também foi bastante promissor, afinal um espaço destinado à troca de ideias tem sempre muito potencial para gerar transformações. Para os estudantes, junto com o entusiasmo veio o questionamento – seriam mesmo capazes de produzir um congresso? A resposta afirmativa que deram, ao aceitarem o desafio, foi se confirmando ao longo do ano e se oficializou definitivamente no sorriso dos organizadores no dia do CLuE, quando viram tudo funcionando, pessoas participando de forma engajada, em um clima leve, gostoso, repleto de alegria. Foi, sem dúvidas, um dos melhores projetos que já realizei”, completa Graziela.

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