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Guia para Gestores de Escolas

Fique de Olho — Acessibilidade

Matéria publicada na edição 38 | Maio 2008 – ver na matéria online 

Garantir a acessibilidade, nos seus mais diversos aspectos, é uma exigência da educação inclusiva

Art.24.Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios,ginásios e instalações desportivas,laboratórios,áreas de lazer e sanitários.”

O texto acima faz parte do Decreto n. 5296, de 02 de dezembro de 2004, que regulamentou as Leis n°s 10.048, de 8 de novembro de 2000, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelecem normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. Em todo o país, portanto, as escolas devem cumprir as regras de acessibilidade arquitetônica, urbanística, de comunicação e de informação, previstas nas normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Promover a acessibilidade na escola vai além de simplesmente construir rampas ou instalar corrimões. O mercado dispõe de equipamentos e produtos especializados que garantem as condições de acessibilidade a alunos com deficiências. Além da acessibilidade arquitetônica, um dos aspectos que não deve ser esquecido é a acessibilidade comunicacional. Segundo Romeu Kazumi Sassaki, consultor de educação inclusiva, não devem haver barreiras na comunicação interpessoal (face-a-face, língua de sinais, linguagem corporal, linguagem gestual,etc.),na comunicação escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila, etc., incluindo textos em braile, textos com letras ampliadas para quem tem baixa visão, notebook e outras tecnologias assistivas para comunicar) e na comunicação virtual (acessibilidade digital).

A Terra Eletrônica oferece produtos justamente para garantir a acessibilidade comunicacional. Valdemir Ribeiro Borba, engenheiro eletrônico e diretor da empresa, desenvolve produtos como mouses e lupas eletrônicas, direcionados para deficientes motores e visuais. Valdemir começou a projetar esse tipo de produto quando pouco se falava sobre acessibilidade no Brasil.“Em 1993, estavam chegando ao Brasil as primeiras placas de som para computadores. Busquei outros fins para essas placas. Elas eram utilizadas por exemplo em portas de banco. Participei de uma feira demonstrando a placa de som em um tapete. Dotado de um sensor, quando alguém pisava nele o tapete falava. Um visitante então me perguntou se eu poderia desenvolver uma prancheta com símbolos para ser utilizada por uma pessoa que não falava. Assim nasceu a prancheta vocálica, ou voxtable”, recorda Valdemir. A prancheta foi utilizada também em hospitais, para comunicação de pacientes internados em UTIs. “Na época nem se utilizava o termo comunicação alternativa”, diz.

Da prancheta o engenheiro partiu para novos produtos dirigidos à acessibilidade. Paralelamente ao desenvolvimento de produtos, Valdemir trabalhava na indústria, na época desenvolvendo o sistema de multas eletrônicas com câmeras. “Pensei que poderia usar uma microcâmera para aumentar a tela da TV, facilitando a vida de pessoas com visão reduzida. Surgiu assim a lupa eletrônica, fácil de carregar e com preço acessível”, conta. A lupa aumenta as letras e inverte as cores do escrito e do fundo da tela.“A maioria dos deficientes prefere ler com o fundo preto e as cores brancas. Esse é o diferencial eletrônico do nosso produto”, constata.

Hoje, a Terra Eletrônica desenvolve lupas que podem ser utilizadas também em monitores de computador. Este ano, na feira Reatech, a empresa lançou a lupa portátil, alimentada por bateria e dotada de uma tela LCD de sete polegadas. Valdemir está estudando ainda a produção de uma lupa para utilização na entrada USB de laptops.

Outros produtos que garantem a acessibilidade são os mouses especiais. A Terra Eletrônica oferece o roller mouse, que pode ser facilmente acionado com os pés.“Todos os nossos produtos são criados aqui, e eram inéditos no Brasil quando foram lançados. Oferecemos garantia de um ano e assistência técnica permanente”, sustenta Valdemir.

Piso Tátil

Quando o assunto é acessibilidade, os pisos são de extrema importância. A Haiah Revestimentos Especiais de Borracha fabrica o piso tátil, utilizado para orientação de deficientes visuais. O piso auxilia na indicação de obstáculos, na mudança de plano e de direção. Devem ser instalados, por exemplo, junto a escadas, rampas e a portas de elevadores, sempre sobre superfícies lisas e firmes. A Haiah dispõe de dois modelos de pisos: o “direcional”, para orientação de percurso, e o de “alerta”, para avisar a mudança da direção ou perigo. A sinalização tátil deve ter cor contrastante com a do piso adjacente, e pode ser sobreposta ou integrada ao piso existente.

A textura da sinalização tátil de alerta consiste em um conjunto de relevos tronco-cônicos. A sinalização tátil de alerta deve ser instalada perpendicularmente ao sentido de deslocamento. Já a sinalização tátil direcional deve ter textura com seção trapezoidal, qualquer que seja o piso adjacente; ser instalada no sentido do deslocamento; ter largura entre 20 cm e 60 cm e ser cromodiferenciada em relação ao piso adjacente. Quando o piso adjacente tiver textura, recomenda-se que a sinalização tátil direcional seja lisa. A textura da sinalização tátil direcional consiste em relevos lineares, regularmente dispostos. 

Saiba mais:

HAIAH PISOS ESPECIAIS DE BORRACHA
11-4051-2477
[email protected]
www.haiah.com.br

TERRA ELETRÔNICA
12-3916-5025/12-3917-1020
[email protected]
www.terraeletronica.com.br

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