Guia para Gestores de Escolas

“Gameficação” aumenta interesse de alunos nas aulas

De maneira lúdica, conceito aproxima estudantes e conteúdo didático    

Pensando em tornar a rotina de estudos da filha de 9 anos mais significativa, Fernando Rosário, professor de História e Filosofia, seguiu uma tendência que cresce entre gestores corporativos e educadores: a da “gameficação”. Usando um aplicativo criador de jogos para dispositivos móveis, Fernando converteu, em games, parte do conteúdo escolar da pequena Fernanda. Pelo “tablet”, a experiência obtida em casa foi tão positiva que tornou-se um incentivo para que o método fosse aplicado com seus alunos do Colégio Internacional EMECE, localizado no bairro da Pompéia.

Entusiasta do uso da tecnologia em sala de aula, em uma proposta lúdica, o professor, que também é consultor pedagógico da Foreducation, atingiu alunos de idades diferentes sob um mesmo conteúdo: História do Brasil. A ideia de “gameficar” o assunto, fez com que seus alunos, estudantes do 3º ano do Ensino Médio, revisassem o conteúdo para as provas de vestibular, criando jogos interativos para os colegas do 5º ano do Ensino Fundamental, que estavam tendo o primeiro contato com o tema. “Um ótimo exercício para descobrir se você domina um assunto é tentar explicá-lo de maneira descomplicada. Os mais velhos praticaram isso ao passo que, para obterem sucesso, deveriam modificar o discurso que temos em sala, tornando-o compatível ao das crianças. Com a “gameficação” isso é muito bem trabalhado, porque usamos animações, sons, pontuação, uma linguagem bem próxima de estudantes de 10 anos”, revela Fernando Rosário. Com a orientação dos mais velhos, as crianças do quinto ano se envolveram com a proposta e logo terminaram as sequências de perguntas, que se assemelhavam a “quizes” virtuais. Surgiu, então, na mesma aula, o interesse dos próprios criarem seus jogos com essa finalidade.

A possibilidade de formatar, com facilidade, atividades sinestésicas, proporciona uma dinâmica de aula diferente da tradicional, trabalha a memória, estratégia, raciocínio lógico, resolução de problemas, entre outros atributos. “É uma atividade que beneficia tanto a gente, quanto os alunos menores. Enquanto criávamos as perguntas, aproveitávamos para revisar o conteúdo de uma forma mais leve, sem aquela pressão que antecede o vestibular”, explica Isabela Gomes, de 18 anos. “É bem mais legal e fácil de aprender. Até melhorei minha nota na última prova de História”, acrescenta Natalia Saporetti, de 10 anos.

Do Ensino Médio à alfabetização

No mesmo colégio, a experiência dos jogos eletrônicos aliada à teoria pedagógica também inclui crianças que estão em processo de alfabetização. Professora do primeiro ano do Ensino Fundamental, Ana Maria Quintana, incorporou, neste ano, um complemento virtual às costumeiras atividades propostas, que normalmente envolvem livros, lousa, recortes e colagem. Com a utilização do mesmo aplicativo criador de jogos, usado pelo professor Fernando, a competência de reconhecer as letras do alfabeto e seu valor sonoro, foi desenvolvida de uma forma mais interessante. As crianças se motivaram realizando tarefas no “tablet”.

Games X Processo Educativo

Yara Costa, diretora do Emece, acredita que os “games”, com embasamento pedagógico, são bons recursos para serem utilizados na elaboração de atividades diversas, com diferentes faixas etárias, por serem muito próximos à linguagem que os jovens estão conectados. Apesar de estarem presentes no dia a dia do adolescente e da escola, o debate e a troca de ideias que definem a sua utilização é essencial na construção do conhecimento.

Alguns jogos disponíveis:

http://www.tinytap.it/games/g96f/PRESENTES-DAS-LETRAS

http://www.tinytap.it/games/g6n0/play/

http://www.tinytap.it/games/g81a/play/

Sobre o Weducation

O Weducation engloba um grupo de escolas tradicionais de São Paulo – além do Colégio Internacional EMECE (Pompeia), participam os Colégios Internacional Vocacional Radial, com unidades no Jabaquara e Santo Amaro, o Internacional Ítalo Brasileiro e o Berçário Vila do Saber, ambos em Moema. O Colégio Mater Dei, com unidades nos Jardins, em São Paulo, e em São José dos Campos é associado.

Recentemente, o Weducation uniu-se à empresa Setesys, especializada em recursos Google, com o objetivo de implantar inovações e capacitar docentes a partir dos projetos educacionais do Google para o Brasil. Assim, foi criada a Foreducation – parceira oficial do Google, para proporcionar às instituições de ensino uma nova experiência educacional. Coordenadores e professores das escolas do Weducation já participaram de programas de capacitação para aplicação das ferramentas do Google Apps em sala de aula. Durante o ano de 2014, os colaboradores viverão outras experiências Google.

No total, são aproximadamente 3,2 mil alunos, do berçário ao ensino médio e técnico, usufruindo de parcerias nacionais, como com Rede Pitágoras (Kroton), Lego Education, MindLab, Geekie e internacionais – Southern States University, Cambridge English Language Assessment, por exemplo, além de programas de imersão nos Estados Unidos, Argentina e Itália.

Integram o Weducation, ainda, a SSU International Education (unidade de negócios que administra intercâmbios educacionais no exterior), a SSU Centro de Serviços Compartilhados (unidade de negócios responsável pela gestão das instituições de ensino do grupo) e a Arena World Sports, centro esportivo e de lazer na Zona Oeste de São Paulo.

Receba nossas matérias no seu e-mail


Relacionados
× Fale conosco!