Guia para Gestores de Escolas

Habilidades do século 21: Como desenvolver as Soft Skills na escola?

A habilidade de trabalhar em equipe com eficiência e harmonia, facilidade de comunicação e a postura flexível são comportamentos que determinantes para a vida e podem ser incentivados desde a idade escolar. Também chamadas de Soft Skills, integram um conjunto de práticas não cognitivas, que podem ter outros nomes como comunicação assertiva, adaptabilidade, proatividade ou iniciativa. Independente do nome, são modos de agir essenciais para caminhar com fluidez, leveza e objetividade em todas as áreas da vida.

Com as tecnologias cada vez mais presentes no cotidiano dos jovens, o desafio é integrar esse conhecimento às Soft Skills, também chamada de habilidades do século 21. Essas competências transcendem o aprendizado relacionado aos conteúdos pedagógicos e se manifestam de forma transversal. Uma das abordagens mais comuns é a dos 4Cs (abreviação em inglês): comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico.

Esse conjunto de práticas não cognitivas são essenciais para caminhar com fluidez em todas as áreas da vida.

Uma pesquisa divulgada pelo LinkedIn aponta que o mercado de trabalho está em busca de profissionais que tenham habilidades soft skills (socioemocionais) e hard skills (técnicas) e a criatividade aparece no topo da lista.

As hard skills são definidas pela rede social como específicas, ensináveis, que podem ser medidas, como digitar, escrever, entender matemática, ler e usar programas de software. Já as soft skills são aquelas estipuladas como “menos palpáveis”, mais difíceis de quantificar, como etiqueta, facilidade em se relacionar bem com outras pessoas, ouvir, se engajar em conversa fiada.

O estudo feito pelo LinkedIn avaliou informações sobre as habilidades que aparecem nos perfis das pessoas que utilizam a rede profissional e que conseguem empregos com salários mais altos.

Segundo o estudo do LinkedIn, as habilidades requeridas pelo mercado de trabalho são:

‘Soft skills’ 

  • Criatividade – enquanto robôs são bons em otimizar ideias antigas, empresas precisam mais de empregados criativos para conceber as soluções de amanhã.
  • Persuasão – ter um bom produto, uma boa plataforma ou um bom conceito é uma coisa, mas a chave é persuadir as pessoas a comprá-las.
  • Colaboração – com projetos ficando cada vez mais complexos e globalizados na era da Inteligência Artificial, a colaboração eficiente só cresce em importância.
  • Adaptabilidade – uma mente adaptável é uma ferramenta essencial para navegar pelo mundo de hoje em constante mudança, já que as soluções de ontem não vão resolver os problemas de amanhã.
  • Manejo do tempo – uma competência eterna, saber administrar o tempo hoje te servirá pelo resto da carreira.

 

‘Hard skills’ 

  • Manejo de dados na nuvem – enquanto o mundo se atira para a nuvem, companhias buscam por engenheiros com competências para acomodar essa demanda.
  • Inteligência artificial – é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software.
  • Raciocínio analítico – enquanto coletam dados como nunca antes, empresas estão sedentas por profissionais que podem tomar decisões assertivas baseadas neles.
  • Manejo de pessoas – o mundo mudou de um modelo ‘comandar-e-controlar’ para líderes que podem treinar um conjunto de competências que poucos profissionais têm, auxiliando no seu empoderamento.
  • User Experience Design (UX Design, Design da Experiência do Usuário, como é conhecida a destreza em compreender a interação entre usuário e tecnologias e desenvolver formas de torná-la mais fácil) – é a chave para fazer com que o mundo digital funcione para humanos.

Para contribuir com a formação desse novo profissional do século 21, o Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP), vem desenvolvendo diversos projetos voltados para estimular as competências socioambientais, a criatividade, a colaboração e a resolução de problemas. Os Projetos de Intervenção Social (PIS) são um bom exemplo disso, pois transformam tanto o ambiente escolar quanto as comunidades do seu entorno. Eles são uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

O desenvolvimento de projetos que permitam vivenciar, na prática, diferentes experiências que auxiliem na escolha da profissão, no aprofundamento interdisciplinar e no desenvolvimento das habilidades do século 21 é essencial para ter sucesso não só no meio profissional, mas na vida, de uma forma geral.

*Prof. Carlos Walter Dorlass é Diretor Geral do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP).

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