Guia para Gestores de Escolas

Planejando 2012 / Etapa 2 – Exames Pré-Operatórios & Tomada de decisões

É comum afirmar que vivemos num mundo de mudanças, com inovações tecnológicas, pela dinâmica das intercomunicações. Não existe nada mais constante na atualidade do que a própria mudança. A tônica dos gestores nessa etapa é a eficiência em decidir as ações e a exatidão em agir com liderança.

O esforço em implantar novas metodologias, currículos, tecnologias, além de práticas de avaliação para obter a satisfação de todos os membros envolvidos na escola, não será incorporado automaticamente, requer além dos pontos iniciais, o monitoramento das novas ações. Todos os aspectos serão analisados através das crenças, valores, hábitos, interesses, significados formados ao longo do tempo pelo ambiente externo. Sabe-se que a rejeição e falta de receptividade ao novo procedimento poderão ocorrer se não houver a aplicação de um método participativo.

A atenção do gestor deve ficar voltada à análise daquilo que precisa (exames pré-operatórios) e ao controle do que for realmente mobilizado (tomada de decisões), de acordo com a disponibilidade orçamentária da instituição. Como todos os movimentos devem acontecer ao mesmo tempo devido ao calendário escolar, a indicação é que responsabilize profissionais da escola para acompanhar os procedimentos transitórios. Como, por exemplo, estabelecer um dia da semana para que a equipe conheça as dificuldades e conclua o plano em desenvolvimento.

O momento também é marcado pela substituição dos profissionais que não apresentaram um trabalho satisfatório para a instituição. Em alguns casos, basta uma boa conversa para destacar as falhas que podem ser solucionadas através de cursos para aperfeiçoamento ou até mesmo de leituras específicas. Apresentar a devolutiva de um ano de trabalho é muito importante para os profissionais, principalmente como incentivo pelas mudanças, porque a maioria não quer sair da zona de conforto.

Se a mudança for no material didático adotado, a equipe de professores, juntamente com o coordenador pedagógico, necessita estar convicta da escolha, porque a aceitação não será imediata. Muitas vezes, os pais questionarão sobre a mudança e a resistência dos professores em aderir a uma nova linha de trabalho poderá prejudicar a proposta. Portanto, todos os envolvidos precisam estar capacitados para seu uso correto.

Caso a decisão seja a mudança de endereço, mesmo que para instalações maiores, é importante fazer uma pesquisa para se certificar da permanência dos alunos, porque não adianta mudar sozinho. É necessário que os alunos mudem também. Vale lembrar que para estas alterações, as escolas precisam solicitar autorização ao órgão competente, de acordo com a legislação vigente, assim como para ampliação de cursos ou alterações na matriz curricular.

Este passo será decisivo para o próximo ano letivo, nele será determinado qual será o sucesso da instituição. Os exames pré-operatórios serão as diretrizes para o passo seguinte, mas é do conhecimento de todos que durante a cirurgia, ou seja, procedimentos estratégicos, o gestor poderá adaptar, interromper, criar, continuar e melhorar todas as condições para o desenvolvimento.

Por Márcia Regina do Carmo Claro Oliveira*

 
marcia
Graduada em Pedagogia e Letras, possui MBA em Gestão Escolar pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. É mantenedora e diretora do Colégio Ômega, de Ensino Infantil, Fundamental e Médio, localizado em Santos e no Guarujá (Baixada Santista, São Paulo).

Para mais informações:
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