Guia para Gestores de Escolas

Robótica Múltiplas experiências

O denso processo educacional destaca, especialmente na atualidade, a emergência de novas/outras metodologias, desenvolvimentos e formatos que englobam a relação ensino-aprendizado em sala de aula. Tendo como ponto de partida a expansão de múltiplas experiências, bem como o desenvolvimento do raciocínio lógico, resolução de problemas, trabalho em equipe e incentivo de criatividade, a robótica educacional adentrou as instituições com o intuito de propor interessantes relações com o conhecimento.

Anderson Harayashiki Moreira, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirma que a robótica é um campo de desenvolvimento recente, e sua democratização ocorreu devido o desenvolvimento de hardwares de mais baixo custo, permitindo facilitar o acesso nos diversos níveis do sistema de ensino.

Na prática, conta o professor, a inclusão da robótica na rotina escolar pode ser realizada na forma de cursos extracurriculares oferecidos no contraturno. “Existem diversas empresas que oferecem soluções, fornecendo os kits de robótica, conteúdo programático aula a aula, e alguns casos, inclusive, fornecem os professores para as turmas. Porém, é comum a escola capacitar um dos professores do quadro de funcionários na utilização dos kits de robótica”.

LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO

Com o intuito de incluir ferramentas da Ciência e da tecnologia, aliadas ao estímulo da criatividade e a aprendizagem significativa, o Instituto Educacional Casa Escola, localizado em Natal (RN), criou o LET – Laboratório de Educação Tecnológica, espaço onde todos os alunos da escola possuem aulas semanais de robótica, mecatrônica, programação e experimentos físico-químico em laboratório desde os primeiros anos.

“O LET surgiu com a ideia de contribuir para ajudar a esclarecer os questionamentos sobre temas trabalhados nas demais disciplinas e, com base nestes questionamentos, há o planejamento e construção de projetos direcionados ao assunto”, ressalta a diretora Priscila Griner. Assim, semanalmente e em horário de aula, os alunos realizam, com base em seus questionamentos sem restrições e curiosidades, a descoberta de soluções para os problemas através de quatro etapas: projeto, protótipo, questionamento e investigação, e programação.

De acordo com Griner, é perceptível a diferença que o processo de experimentação traz aos estudantes, “tanto no que se refere à motricidade quanto ao cognitivo”. “O LET contribui para que possamos, junto com os alunos, comprovar e direcionar os experimentos diários com base no que é aprendido ou vivenciado no dia a dia e, deste modo, é possível tornar conceitos abstratos muito mais atraentes”, completa a diretora. (RP)

Saiba mais:
Anderson Harayashiki Moreira – [email protected] Priscila Griner – [email protected]

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