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Guia para Gestores de Escolas

Saber gerenciar a emoção será decisivo para um bom resultado no ENEM

Novembro é um mês bastante importante para milhares de jovens que vão prestar o Enem 2021, Exame Nacional do Ensino Médio. Afinal, esses adolescentes estão diante da possiblidade de iniciar uma nova etapa da vida: o ingresso no Ensino Superior.

Esse é um período de muitos sonhos, expectativas e, também, de muita ansiedade para os estudantes, suas famílias e seus educadores. Na véspera de uma prova tão importante, no dia do exame até a data de divulgação das notas, todos esses personagens vivenciam um turbilhão de emoções.

Agora, não adianta mais se debruçar sobre uma pilha de livros para estudar. Essa atitude, inclusive, só aumentará o estresse do candidato. Neste momento, o que fará a diferença e será decisivo para um excelente resultado no Enem é uma boa gestão da emoção.

Esse gerenciamento deve conter boas doses de coragem e de confiança em si próprio. O medo aumenta a ansiedade e trava a inteligência. O estudante deve ter em mente que há sempre chance de recomeçar e que o Enem não é o fim de uma jornada, mas só o começo. Acreditar em si mesmo é essencial. O conhecimento adquirido ao longo dos anos está armazenado na memória e se o aluno souber controlar o estresse, conseguirá acessar o conteúdo aprendido.

Na véspera do Enem, é fundamental descansar o cérebro com alguma atividade prazerosa, como assistir a uma série na TV, ler um livro ou passear com os amigos. Além disso, é preciso se organizar: separar a caneta da cor correta para realização da prova, os documentos, máscara, álcool em gel e garrafinha de água. Outra dica é verificar o tempo de deslocamento até o local do exame.

Alimentação leve e uma boa noite de sono também ajudam na gestão das emoções e pensamentos, além de serem importantes para aumentar a concentração e melhorar o desempenho no Enem.

No momento da prova, o estudante deve alimentar sua confiança para abrir as janelas da inteligência. Para isso, basta começar com as matérias que tem mais facilidade e não travar em questões que não conseguir responder. Se isso acontecer, é melhor ir para outras e, depois, retomar aquela que ficou em dúvida.

Deu branco? Praticar o DCD é a saída! O DCD – Duvidar, Criticar e Determinar – é uma ferramenta da Teoria da Inteligência Multifocal (TIM), de autoria do meu pai, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, muito importante para a gestão da emoção. Ela consiste em duvidar de seus pensamentos, criticá-los e determinar agir assertivamente. Ou seja, o aluno dialoga consigo mesmo e determina que estudou e sabe responder aquela questão.

Nosso cérebro cansa durante a prova, são muitas horas de plena concentração e esforço. Por isso, é essencial fazer pequenas pausas para recuperar a energia e a atenção. Se espreguiçar, ir ao banheiro, lavar o rosto e tomar água são algumas boas opções.

Para oxigenar de maneira adequada o cérebro, é preciso exercitar a respiração: inspirar pelo nariz durante cinco segundos, segurar por mais cinco segundos e, depois, expirar devagar pelo mesmo tempo. Isso vai ajudar a tranquilizar os pensamentos.

O Enem é só mais um desafio dos inúmeros que os jovens enfrentarão ao longo da vida. Por isso, é essencial estar preparado, desenvolver as competências e habilidades socioemocionais para nutrir a inteligência emocional.

E esse preparo pode e deve ser iniciado desde a infância. Assim, formam-se pessoas resilientes, criativas, proativas, com boa autoestima, capazes de solucionar problemas, que se relacionam bem com os outros e consigo, e que têm a consciência de que fazem parte de uma sociedade mais saudável.

Camila Cury é fundadora da Escola da Inteligência, psicóloga e especialista na Teoria da Inteligência Multifocal e em Análise do Comportamento Humano. Autora do livro “A beleza está nos olhos de quem vê” e de materiais da EI. Filha do escritor e psiquiatra Augusto Cury, idealizador da Escola da Inteligência, o maior programa de educação socioemocional do Brasil, aplicado em mais de 1000 escolas de ensino básico por todo o país. Camila é colunista na Revista Família Cristã, na qual escreve artigos sobre educação socioemocional, comportamento e assuntos relacionados às emoções, e, também, é colunista no site Canguru News, com artigos mensais sobre educação de crianças e adolescentes. É mãe de Augusto, de 5 anos, e Alice, de 4.

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