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Tecnologia desburocratizará ENEM e ENCEEJA

Depois de aplicada à cobrança de impostos e às eleições, finalmente a tecnologia vai chegar à Educação, conforme anúncio do Ministério da Educação e Cultura (MEC) de que começará a realizar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por meio digital em 2020. A aplicação, segundo o ministério, acontecerá em modelo piloto: a prova será oferecida de forma opcional a 50 mil alunos de 15 capitais brasileiras no ano que vem e atingirá 100% das provas em 2026.

Aliás, o Brasil é um país que se destaca quanto ao uso de recursos tecnológicos na tributação: a Receita Federal disponibiliza ferramenta para a declaração do imposto de renda pelos cidadãos, já aceita a importação de dados, compara e valida CNPJs e CPFs e consegue fazer a vinculação de dados entre as entidades contratantes e os cidadãos, garantindo que as informações constantes em uma declaração sejam checadas com outas, com confiabilidade extremamente alta.

Quanto à Justiça Eleitoral, destacam-se os recursos tecnológicos aplicados e embarcados nas “urnas eletrônicas” que garantem o registro de votos em diversos candidatos, a consolidação dos votos por unidade e a transferência ágil para consolidar as informações de todos os “totens inteligentes” de registro de dados chamados urnas. Assim, rapidamente são totalizados e integralizados mais de dezenas de milhões de votos para um cargo eletivo, como o de presidente da república e de centenas de milhões de votos quando consideramos mais de quatro cargos por eleição. Em breve, a identificação digital em massa vai permitir ainda mais agilidade e credibilidade ao processo eleitoral.

Quando se noticia que em 2020 já teremos provas de ENEM aplicadas de maneira digital e que até 2026 todos os alunos inscritos no ENEM poderão fazer provas assim, é possível acreditar que a proposta de desburocratizar a Educação, com apoio na tecnologia, está sendo implantada.

Não faz qualquer sentido que um evento tão importante na vida de milhões de jovens brasileiros, que é o vestibular, expresso pelo ENEM, ocorra em apenas um momento (mais de 1 dia, porém somente uma vez por ano) por falta de recursos na aplicação e devido à complexa logística de produção e entrega das provas.  Já existem hoje centros de certificações que identificam os candidatos a partir das imagens das câmeras dos computadores onde as provas são aplicadas e também pela identificação contínua do candidato a partir de leitores de impressões digitais.  Se isto é possível para grupos privados de aplicação de provas, por que a gestão pública não pode aplicar a mesmo facilidade tecnológica?

Saber que o INEP traz à tona esta possibilidade, já com compromisso de datas para o piloto e consolidação de toda a base em até sete anos, é um grande alívio, no sentido de que a gestão pública está mirando na direção certa. Com este modelo de avaliação, os candidatos as instituições públicas poderão ter mais de uma data de provas, garantindo até o aproveitamento melhor de vagas e podendo ser aplicados novos exames de seleção nos  momentos onde  a evasão viabiliza uma nova tomada de candidatos.

As provas de ENCEEJA, exame para comprovar a conclusão das etapas educacionais da educação básica, poderão ser aplicados mais de duas vezes por mês, assegurando que o cidadão possa obter o seu Diploma de Ensino Fundamental ou Médio, assim que se sentir preparado para se submeter a prova do ENCEEJA e iniciar a partir da certificação a continuação de estudos ou exercer as  alternativas profissionais ou pessoais a partir da sua certificação.

Palavras e termos complexos como blockchain, big data, cloud computing, real time recognition saem da caixa de conteúdos desconhecidos e passam para a caixa de desburocratização, de agilidade e de serviço ao cidadão. Que venham os ENEMs digitais, os ENCEEJAs mais constantes e cidadãos motivados a concluir etapas de estudos e se tornarem efetivos produtores de conhecimento e de renda!

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