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Guia para Gestores de Escolas

Teremos um ano de oportunidades, basta saber aproveitá-las

Esta será a primeira alta sazonalidade depois que a pandemia foi controlada. Tudo nos leva a crer que este será o período de início da retomada do crescimento das instituições de ensino regulares. Teremos um ano de oportunidades, basta saber aproveitá-las.

Historicamente, a fase da rematrícula é a mais importante do ano, pois, se bem realizada, mantém os alunos atuais e reduz os descontos e a inadimplência, já que os pais precisam quitar seus débitos para que seus filhos possam estudar no próximo ano.

Uma boa retenção de alunos faz com que o período de matrículas novas aumente o número de alunos e não somente propicie a sua reposição. Também é um bom termômetro para avaliar o nível de satisfação das famílias e, consequentemente, a quantidade de indicações. As escolas com maiores índices de indicações, na maioria das vezes, têm suas rematrículas mais adiantadas.

Os principais fatores que proporcionam um bom resultado de rematrículas estão relacionados à qualidade na prestação dos serviços, principalmente no que refere ao pedagógico e à implantação de estratégias atualizadas e bem gerenciadas.

Um maior gap entre os resultados das escolas

Não espere que este ano seja igual ao período de pré-pandemia no que se refere ao comportamento das rematrículas e captação de alunos. Algumas situações inusitadas, como a variante Ômicron no início do ano, as eleições acirradas e a Copa do Mundo, propiciarão um ano diferente de todos os outros que já passamos.

Mesmo sendo um ano atípico, as rematrículas e captação de alunos novos serão muito melhores que a dos anos anteriores, com chances concretas de crescimento do número de alunos, aumento do ticket médio e redução da inadimplência.

Estas interferências externas no mercado educacional proporcionarão um gap maior entre as instituições de ensino.

Quem souber compreender o mercado terá vantagens significativas, enquanto que a recíproca é verdadeira, ou seja, a falta de adaptabilidade poderá levar algumas escolas à bancarrota.

Essa divergência proporcionará uma lacuna maior das performances de sucesso entre as instituições de ensino, distanciando-as para cima ou para baixo das médias históricas dos 10 anos anteriores à pandemia, que foram entre 3% e 8% de crescimento em número total de alunos por ano.

AGOSTO – Antecipação da alta sazonalidade

Segundo a pesquisa realizada pela Explora, braço de pesquisas do Grupo Rabbit, mesmo depois do término do período de alta sazonalidade, cerca de 10% a 15% dos alunos ainda não retornaram às aulas e também não migraram para as públicas, que tiveram muita dificuldade em ministrar as aulas online.

Este fenômeno deve-se ao aumento do número de infectados pela Covid-19 e outras síndromes respiratórias no início do ano. As famílias, com medo da contaminação, principalmente de educação infantil e fundamental l, permaneceram com seus filhos em casa no período que, naturalmente, deveriam retornar às aulas presenciais. Alguns pais já tinham se adequado à nova rotina, o que facilitou esta decisão.

Com a epidemia controlada, muitas famílias retornarão com seus filhos às aulas presenciais na próxima mudança de ciclo, no início do segundo semestre.

A tese de que o aumento da contaminação no início do ano postergou a tomada de decisão de uma parcela de alunos é comprovada com o aumento de matrículas novas no período de abril e maio.

Mediante esse cenário, as escolas precisam antecipar suas estratégias de marketing e organização das vendas para que estejam em pleno funcionamento em agosto. Boas matrículas!

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