Maio 9, 2013

Dica — Playground: Os pisos mais adequados para cada ambiente e idade

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Matéria publicada na edição 88 | Maio 2013 – ver na edição online

O mundo da criança é feito de descobertas, portanto, ela deve estar livre para se movimentar. É dessa maneira que aprendem. A escola, como local privilegiado de aprendizagem, cria espaços para que todo esse potencial seja desenvolvido, caso do próprio playground. E a base de seus estimulantes brinquedos deve atender a quesitos de segurança, especialmente de absorção do impacto.

“A importância do piso é igual a do brinquedo, pois é ele que vai absorver o impacto em caso de queda”, afirma a arquiteta Mara Cabral. Segundo ela, vários outros aspectos devem ser considerados na hora de escolher o revestimento do playground: efeito lúdico, segurança química dos materiais, resistência à abrasão, durabilidade, praticidade e baixa necessidade de manutenção.

No que se refere à absorção de impacto, a nova norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para playground, a NBR 16.071/2012, exige teste de atenuação por meio de um equipamento especial, o acelerômetro. A partir do teste, o laboratório vai certificar o piso, conferindo garantia de segurança ao local. “O consumidor deve exigir essa especificação do fabricante, solicitando uma cópia da certificação”, sugere Cabral.

Para o arquiteto responsável pela coordenação da comissão da ABNT que reviu as normas, Fábio Namiki, se o piso for de areia, é preciso que tenha no mínimo 30 cm de altura para a absorção necessária. Se for de borracha, a questão da segurança química deve orientar a escolha junto ao fabricante. Pisos de grama também são bem-vindos, desde que se faça a manutenção de forma sistemática.

Em relação ao quesito segurança química, a norma trata de aspectos relativos não só aos males causados ao usuário, mas também ao meio ambiente. “O piso do playground representa uma área significativa do espaço de lazer, portanto, alguns cuidados são fundamentais na hora de escolher o melhor revestimento, devendo estar de acordo no que diz respeito à migração de certos elementos químicos”, adverte a arquiteta Mara Cabral. Entre eles encontram-se corantes carcinogênicos citados na norma e já proibidos por muitos países, afirma.

Mesmo que a aplicação da norma seja voluntária, em caso de acidente sua observância poderá servir de base para a defesa da instituição de ensino. Assim, afirma Namiki, é importante que a escola se preocupe com as certificações, bem como com a manutenção do playground em geral e do piso em particular. Manter um registro de ocorrências e de inspeções também está entre as recomendações do arquiteto.

OPÇÕES VARIADAS ÀS ESCOLAS

O mercado oferece grande diversidade de pisos, abrindo muitas opções às escolas. Jacqueline Marques, diretora pedagógica da Escola de Educação Infantil Piccolino, localizada no Alto de Pinheiros, zona Oeste de São Paulo, afirma que a instituição possui três espaços reservados para os brinquedos, um para cada faixa etária e com revestimentos diferenciados. Para o berçário, a opção foi colocar tatame. É um local bem seguro, totalmente coberto, somente para os mais novos da escola. Mas o que faz mais sucesso, de acordo com a diretora, é o de areia. “Percebo que eles me veneram depois que coloquei o ‘brinquedão’, como é apelidado”, aponta. O brinquedão de madeira está instalado em farta quantidade de areia e, para a diretora, que tem mais de vinte anos de experiência, as quedas nesse tipo de piso são as que menos causam machucados.

Já em seu outro parque, as crianças podem se esbaldar nos brinquedos de plástico colorido, que estão instalados sobre grama sintética. Crianças de até três anos não podem subir nos brinquedos maiores, e a presença do adulto é uma condição sem a qual não é possível a qualquer criança ficar no parque. A supervisão dos playgrounds é feita pessoalmente pela diretora. “Toda a equipe está orientada para notificar caso haja qualquer avaria”, afirma.

Para Mara Cabral, a grande tendência é o piso emborrachado. “Seja para área interna ou externa, o piso de borracha, devido a sua resistência à abrasão, estabilidade química dos materiais, manutenção e desempenho na absorção de impacto, sem dúvida se destaca em relação aos outros produtos”, opina Mara. Além disso, são também antiderrapantes e, por sua composição, não agridem o usuário, tampouco o meio ambiente, acrescenta a arquiteta.

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