maio 3, 2017

Conversa com o Gestor – Educação em Transformação: Metodologia Híbrida e as Contribuições Tecnológicas ao Ensino Tradicional

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Por Rafael Pinheiro / Fotos Vanessa Cunha-Divulgação

Vivemos, hoje, um circuito emaranhado de informação. Os tablets, computadores e smartphones conectam e diminuem distâncias, disponibilizam ferramentas e aplicativos (que variam do bem-estar até finanças bancárias), promovem entretenimento, diálogo, acesso à informação (seja ela de jornais/revistas locais como meios de comunicação espalhados pelo globo), educação a distância, educação através de vídeos, educação de diversas e amplas formas. A lista pertencente às funcionalidades digitais é extensa – e cresce a cada dia.

Dentro de um histórico que engloba atributos sociais e culturais, a educação instaura seu olhar à luz da contemporaneidade, questionando múltiplos fatores e sentidos, bem como a utilização de novas metodologias, abordagens e definições. Em um panorama digital, de experiência e vivência tecnológica, as problematizações que cercam o âmbito educacional e sua possível integração com o campo da linguagem tecnológica, suscitam debates e análises densas.

“O uso das tecnologias em sala de aula é uma tendência no cotidiano escolar, pois o currículo, cada vez mais, necessita dialogar com a cultura do aluno em suas práticas pedagógicas. Bem sabemos que nossas crianças e jovens possuem o acesso às tecnologias, isso faz parte de seu contexto social e cultural; vale refletirmos o quanto e como essas tecnologias podem contribuir com as novas aprendizagens dos alunos na educação formal”, aponta Lilian Cristina Gramorelli, Coordenadora Psicopedagógica do Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo.

Nesse aspecto, visualizamos uma necessidade em aproximar de todos os alunos que adentram as salas de aula cotidianamente, um dado de sua realidade, ou seja, a interação da tecnologia. Dessa forma, o modelo tradicional de ensino-aprendizagem começa a apresentar rachaduras, demonstrando pontos críticos e ineficácia em alguns casos.

Algumas instituições de ensino começaram a utilizar uma metodologia pautada no ensino híbrido – mesclando o modo on-line (geralmente o aluno estuda sozinho através de ferramentas que podem, inclusive, guardar dados individuais dos alunos sobre características gerais do seu momento de estudo) e o modo off-line (o aluno estuda em grupo, com o professor ou colegas, valorizando a interação e o aprendizado coletivo e colaborativo). “Nesse sentido, o professor é o mediador do conhecimento e, muitas vezes, juntamente com os colegas de sala, contribui para a significação das informações. Com essa abordagem há a possibilidade de o ensino ser mais direcionado às características individuais do aluno”, ressalta Lilian.

Algumas vantagens podem ser encontradas nessa metodologia híbrida. De acordo com a coordenadora psicopedagógica, há maior adequação do ensino às características individuais dos alunos; O aluno se torna mais autor de suas aprendizagens, aprendendo a utilizar as tecnologias para pesquisas e estudos: aprende a selecionar as informações com foco no seu tema; Aulas mais participativas e menos expositivas; Mudança no tempo e espaço da aula mais adequado às características da turma e do aluno; O aluno se sente mais motivado no processo de ensino e aprendizagem, pois as estratégias de aula dialogam com a cultura digital em que ele já está inserido; Equilíbrio entre as aprendizagens pessoal e grupal. A escola prevê os tempos de aprendizagem pessoal e colaborativa.

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