setembro 10, 2017

Tecendo nossos pensamentos pedagógicos…

Publicidade

CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

“A verdadeira viagem da descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em possuir novos olhos”. Marcel Proust

A relação professor – aluno deve ser refletida e cuidada constantemente. Ela se dá o tempo todo, seja em sala de aula, nos intervalos, no recreio ou em eventos extraclasse. Enfim, ela se dá na vida que começa na família e seguirá por instituições secundárias, como escolas, universidades e mercado de trabalho.

Essa inter-relação deve ser o fio condutor para que haja uma verdadeira aprendizagem por parte dos alunos.

A educação é o processo pelo qual o sujeito produz-se a si mesmo como ser humano, individual e coletivo. Tornar-se humano é uma tarefa árdua, mas, é possível. O educador é aquele que, ao se construir como sujeito, se dispõe a auxiliar o outro, o educando, na tarefa de construção de si mesmo. O trabalho de educar pessoas exige o envolvimento com o conhecimento e com o processo de desenvolvimento humano ou, como diz Rubem Alves, exige que se trabalhe com o conhecimento-ferramenta necessário à nossa vida prática na sociedade e com o conhecimento-brinquedo, para alimentar nossa alma humana em sua jornada para sustentar nosso desejo de ser educador.

Para que ocorra uma boa relação professor-aluno é preciso que olhemos de maneira cuidadosa e crítica para os nossos processos formativos. Afinal, a maneira como nos entendemos educadores hoje depende em boa medida das experiências educativas que experimentamos em etapas anteriores de nossas vidas.

É preciso sempre lembrarmos que somos seres de desejos e de sonhos.

A vida de todos são marcadas por experiências boas e ruins, positivas e negativas, que sugerem crescimento ou anulação.

Eu acredito que a educação é um encontro de amor, um sonho e um desejo a se realizar. Todo conhecimento começa com o sonho e com o desejo de querer aprender.

Acreditem, pois de nada serve tanto conhecimento se não houver uma evolução do pensar e, principalmente, do ler nas entrelinhas (entender o que é dito além das palavras). Educar, então, parte do desejo do querer e, principalmente, de acreditar.

Quem de nós, educadores, em algum momento não se encontra fragilizado e desamparado diante de tantos desafios que a educação nos coloca? Acreditem, isso é um bom sinal, é um sinal de que estamos vivos e atuantes. Não podemos fazer parte de um grupo de pessoas que, tudo o que vemos acontecer passou a ser normal – a famosa normalidade –, deparar com jovens morrendo e matando, com o caos que as grandes cidades se encontram, com a política vazia de ética e ideais… a normalidade não pode nos alienar.

Nós educadores, seres intelectuais e críticos, não podemos nos restringir apenas a um discurso denunciante, ou simplesmente “dar aulas”, “cumprir o programa”. O momento é de falar “a palavra deve andar”, deve questionar, deve ENSINAR!

Continue Lendo

Assine nossa Newsletter

Veja agora este vídeo

Comentários encerrados.