outubro 31, 2017

Professores “estrelas” ou “Educadores da Constelação”?

Publicidade

CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

“Quanto mais decisões os líderes tomam, mais distantes ele ou ela está de liderar um time de alta performance. … Tome muitas decisões de comando, e você irá condenar você mesmo e seu time à mediocridade.”

Mark Miller em “O Segredo das Equipes”

Trabalhar em equipe é um desafio. Muitos professores não aceitam mudar suas práticas e interagir: “se acham”. Isso é fruto de um grau de especialização disciplinar herdado de um mundo acadêmico universitário competitivo. Não ouvir os colegas e a equipe técnica pedagógica sobre metodologias, estratégias e didáticas é comum para os “professores estrelas”. Afinal, querem brilhar, mas sozinhos!

Quem perde com os “professores estrelas”, são os alunos, que não desfrutam de projetos interdisciplinares, desenvolvedores naturais de aprendizagem significativa e colaborativa, tendências vitais da educação no século XXI. Neste contexto o papel do gestor escolar é imprescindível. Ele deve fomentar ciclos de revitalização da consciência coletiva do trabalho educacional. O mercado, procura cada vez mais quem sabe trabalhar em equipe. Essa capacidade é bastante benéfica para o ambiente educativo, pois permite que as tarefas sejam cumpridas com mais rapidez e eficiência, além de estimular o aprimoramento das habilidades de cada professor.

Um consistente avanço para a educação corporativa e para o clima organizacional das instituições de ensino é a formação de competências comportamentais voltadas para o espírito de equipe. Só com foco em ambiente colaborativo é possível a geração de projetos interdisciplinares e avaliações transdisciplinares. É necessária a mutação dos “professores estrelas” em “educadores da constelação”.

Os gestores educacionais focados na substituição do individualismo em inteligência coletiva de alta performance estimulam  um planejamento estratégico de formações continuadas garantindo através de calendário e remuneração a presença dos educadores. Esses momentos necessitam garantir o diálogo sistêmico da equipe com foco no processo de aprendizagem significativa e colaborativa.

As pautas das formações continuadas precisam alinhar ações efetivas para as turmas, após um diagnóstico preciso das demandas emergentes. Normalmente, na maioria das escolas as equipes encontram-se plenamente somente para Conselhos de Classe, onde são desenhados mapas de salas para inibir a indisciplina. A interação da equipe agrega valor aos serviços e gera confiança no imaginário dos estudantes. Educar o aluno para a vida. (Não mera transmissão de conhecimento) e educar o aluno para o exercício da cidadania exige a formação de equipes inteligentes de trabalho para gerar resultados tangíveis e intangíveis.

As escolas brasileiras precisam criar momentos de interação dos educadores para a discussão em torno dos educadores para a discussão em torno de inteligências múltiplas e sinergia com as novas tecnologias. Nestes momentos os educadores devem contribuir com seus conhecimentos, competências e habilidades, focando na tríade: pessoas – projetos – processos. Em muitas isntituições atualmente as escolas de pais e o café coma gestão tem aproximando líderes e professores da Comunidade Educativa.

Continue Lendo

Assine nossa Newsletter

Veja agora este vídeo

Comentários encerrados.