novembro 6, 2017

O desafio de educar a “Geração C”

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

A “Geração C” é o termo que  caracteriza as crianças e jovens que passaram a fazer parte do cenário escolar a partir dos anos 90 no Brasil e no mundo. Mas por que esta geração é chamada assim? Trata-se de uma geração marcada pela cultura capitalista do consumo que realiza seus contatos pela internet em seus vários sites, links e ciberespaços – A geração do coletivo conectado. A cibercultura é seu mundo. As comunidades cibernéticas seus países e, o computador,  o celular smartfone seu corpo holográfico no mundo on-line.

A geração C é na maioria das vezes  oriunda de um modelo de família que não obedece aos caracteres conservadores e tradicionais. Com comportamentos consumistas voltados para um zelo excessivo pela aparência em detrimento da essência. Para essa geração a calça, a camisa e o calçado, inéditos são a forma de se mostrar para o mundo exterior. Celular, câmera, chip, computador, “comida calórica”, compulsão, comunicabilidade, complexos, comparações e muita competição, são típicos da sociabilidade desta nova face da cultura juvenil.

A conjuntura mundial do processo educacional tem sido marcada pela crise da educação formal, devido a diversos fatores. Dentre eles podemos salientar as lentas respostas das instituições escolares frente aos conflitos civilizatórios da “Geração C”. Educada também pelas mídias e pela cultura de massas a juventude pós-moderna vive novos dilemas com relação à temporalidade existencial e a uniformização de comportamentos. Tudo para essa geração deve ser imediato. Ela esta acostumada a clicar e conseguir.

A aula invertida, o ensino híbrido as metodologias ativas começam timidamente a responder a demanda que é emergente. A escola necessita mudar seu design, suas práticas, suas metodologias e seus métodos avaliativos.

A educação e suas instituições devem se tornar polifônicas para adquirirem o feeling dialogal com a “Geração C”. A arte propicia um canal de reencontro e revitalização da relação educando-educadores-escola. As expressões artísticas conseguem promover o protagonismo, desenvolver o gosto pela pesquisa numa metacognição apaixonante que diminui a distância entre os sujeitos do conhecimento fazendo com que a informação se torne formação e inteligência coletiva.

As escolas neste contexto de mutações convivem com os desafios diários de analisar seus processos, diagnosticar, redefinir suas táticas e estratégias para atingir níveis de proficiência que flexibilizem currículos e posturas para atingir as conexões emocionais e cognitivas da “Geração C”, motivando-a para o conhecimento.

Outra forma de educar a referida geração é propiciar momentos coletivos de convivência que visem minimizar a comparação e a competição típica do comportamento de suas tribos que travam uma guerra simbólica de imaginários, seja pelos penteados, roupas, escolha do gênero musical, times e torcidas de futebol, videoclipes, modelos midiáticos, jogos digitais e casas noturnas que freqüentam. O rótulo cria uma calomania mutante que toma conta do cotidiano da “Geração C”. 

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