Guia para Gestores de Escolas

Acessibilidade, Inclusão e Tecnologia Assistiva: Novas Perspectivas

Por Rafael Pinheiro / Foto Divulgação

“Acessibilidade define uma maneira de pensar os ambientes sociais de diversos pontos de vista de forma a permitir que todas as pessoas, independentemente de suas características individuais ou necessidades específicas, possam frequentar esse ambiente com o máximo de segurança e autonomia possível. A acessibilidade é primordial”, destacam Graziele Carvalho, Coordenadora do Fecap+ e Augusto Galery, Professor do Centro Universitário Fecap e Gestor do Fecap+

No processo educacional, em especial, obtendo a máxima de que todos e todas possuem um direito inalienável à educação, (re)modulações ganham notoriedade em todos os mecanismos de ensino – desde espaço físico a métodos pedagógicos – com o intuito de orientar transformações, de fato, em sistemas educacionais inclusivos, registrando, dessa forma, uma evolução no acesso ao ensino regular.

Graziele Carvalho, Coordenadora do Fecap+ e Augusto Galery, Professor do Centro Universitário Fecap e Gestor do Fecap+ são enfáticos: “A acessibilidade é primordial”. Para eles, a acessibilidade é um conjunto de ações que perpassam (não só) o espaço físico, como também a comunicação realizada pela instituição, o acesso à tecnologia para todos e todas, além do acesso às didáticas em sala de aula, entre outros. “É preciso repensar toda a escola, não só seus espaços físicos. Investindo em acessibilidade todos ganham: a pessoa com deficiência, a família, o corpo de estudantes. Ganha-se visibilidade de mercado e confiança dos stakeholders”, destacam.

Com o intuito de investir em acessibilidade para todos e todas, a Fecap instituiu há alguns anos o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, parte do Fecap+, que está o tempo todo preocupado em averiguar as condições de acessibilidade e propor novas ações para manter a acessibilidade em constante melhoria. Fecap+ é uma área da instituição que apoia a inclusão e diversidade; autonomia e espírito de pertencimento; e a promoção de ações de acesso, permanência e desenvolvimento. “O principal objetivo é garantir o acolhimento, a permanência e sucesso das alunas e alunos, por meio da humanização das relações e de ações de inclusão”, reforçam Carvalho e Galery.

Dentre as principais ações de mudanças na instituição, destacamos: Treinamento em inclusão para colaboradores e professores; colocação de pisos táteis; adequação de elevadores; rampas de acesso; identificação de salas com placa em braile; banheiro familiar; tradutoras de Braille; e máquina de escrever Braille. E, pensando em soluções personalizadas para se adequar da melhor forma à necessidade de cada estudante, a instituição adotou há um ano um dispositivo que que gera mais autonomia para aluno.

“O dispositivo tem uso amplo, inclusive no reconhecimento de pessoas, para auxiliar o aluno. É uma tecnologia ainda em desenvolvimento, mas que, de acordo com o próprio aluno que o utiliza, tem auxiliado principalmente na leitura de livros”, afirmam. Esse dispositivo, em especial, lê textos (em português, inglês e espanhol) em qualquer superfície transformando em áudio, reconhece produtos e código de barras, identifica cédulas de dinheiro, reconhece rostos e cores, e informa a hora e a data. Esse dispositivo beneficia pessoas com deficiência visual, com déficit de leitura, pessoas com dislexia ou TDAH.

TECNOLOGIA ASSISTIVA

O estudante do curso de Administração da Fecap, Guilherme Chedide, de 21 anos, é deficiente visual desde nascença e utiliza o dispositivo em seu cotidiano. “O dispositivo traz uma possibilidade, principalmente, na área da leitura. Assim, eu uso esse dispositivo na leitura de livros que, até então, era complicado, já que o acervo de leitura Braille é muito escasso e o acervo de audiobooks não é grande”, conta.

O dispositivo, conta Chedide, é utilizado em sala de aula, nas rotinas acadêmicas, como leituras de acervos na biblioteca da instituição e, também, em sua vida pessoal. “É uma tecnologia que surge para agregar às outras tecnologias que já temos, e não para substituir”. Desse modo, esse dispositivo utilizado pelo estudante pode ser caracterizado como uma “tecnologia assistiva”, ou seja, um equipamento que amplia habilidades funcionais de pessoas com deficiências, promovendo, assim, atividades do cotidiano com mais autonomia.

“A tecnologia auxilia todas as pessoas. Para quem não possui nenhuma deficiência, a tecnologia é uma facilitadora, já para quem possui algum tipo de deficiência, a tecnologia torna algumas coisas possíveis – ela nos coloca em um parâmetro de igualdade. É muito importante discutir os assuntos de inclusão, acessibilidade e diversidade, e é interessante tratar desses temas, realizar investimentos nessa área com dispositivos que possam agregar e realmente incluir pessoas com deficiência, como a própria Fecap tem feito”, finaliza Chedide.

 

Saiba mais:

Augusto Galery – [email protected]

Guilherme Chedide – [email protected]

Graziele Carvalho – [email protected]

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