fbpx
Guia para Gestores de Escolas


  • Likes
  • Followers
  • Followers
  • Subscribers
  • Followers

+55 (11) 99642-0957| +55 (11) 96849-1739

  • Home
  • Quem Somos
  • Contato

Revista Direcional Escolas Revista Direcional Escolas - Guia para Gestores de Escolas

SUPERBANNER EDUCAMA
Anuncie na Direcional Escolas
  • Edição Impressa
    • Edição Atual
    • Edições Anteriores
    • Conversa com o Gestor
    • Dicas
    • Fique de Olho
  • Guia de Fornecedores
    • Início
    • Acessórios e Equipamentos
    • Construção e Reforma
    • Esporte e Lazer
    • Festas e Eventos
    • Mobiliário
    • Playground e Brinquedos
    • Passeios e Estudos Pedagógicos
    • Serviços
    • Segurança
    • Tecnologia
  • Gestão Escolar
    • Marketing
    • Educação e Cidadania
    • Inovação
    • Empoderamento Feminino
    • Assessoria Educacional
    • Jurídico
    • Contabilidade
    • Administrativo
    • Pedagógico
    • Avaliação de Professores
  • Colunas e Opiniões
    • Colunistas
    • Entrevistas
  • Eventos
  • Vídeos
  • Receba a Revista
  • Anuncie na Revista
    • Depoimentos
    • Mídia Kit
    • Quero Anunciar
  • Informativos
Revista Direcional Escolas
SUPERBANNER EDUCAMA MOBILE

Bons pais criam filho(s) normal(is)

Em 9 jan, 2014
Gestão Escolar

A relação pais e filhos, por se tratar de interação, implica uma influência recíproca, ou seja, cada qual afeta a experiência pessoal do outro e pode contribuir para a realização ou a desorganização do outro. Significa que a complexidade da relação vai se construindo e se desvelando no cotidiano e, muitas vezes, o único recurso dos pais é a vivência como filho, além de contar e torcer para que uma pitada de bom senso e de discernimento reine, na crença de que o vínculo afetivo forte possa auxiliá-los a superar possíveis obstáculos (amor resolve e supera tudo).

O que é ser bom pai?
Para alguns, significa “dar tudo para a criança” e “fazer tudo por ela”. São pais sempre disponíveis, prontos para atender a todas as solicitações da criança e acreditam que, assim, estarão suprindo as necessidades que permitam um desenvolvimento adequado e saudável. Para isso, renunciam e desconsideram as próprias necessidades, focalizando apenas as da criança, que é o centro de tudo. Nesse contexto, a interpretação errônea e distorcida de diferentes teorias psicológicas, principalmente da Psicanálise, contribui para maior empenho dos pais em proporcionar uma infância “feliz” e “sem traumas”, que assegurem a felicidade do resto de vida de seus filhos.

Conteúdo Comunidade Direcional Escolas

Como consequência, os pais são incapazes de dizer “não”, cuja aquisição de seu significado é fundamental para a socialização, com medo de perder o amor do filho, mostrando necessidade premente de amor todo o tempo. Ao perceber, a criança explora e manipula a situação por meio de ameaças e chantagens e os pais acabam cedendo às exigências cada vez mais crescentes de privilégios, permitindo, muitas vezes, até atos indesejáveis. A questão central reside não na ameaça da criança, mas no fato de os pais se sentirem ameaçados. A permissividade provoca muita ansiedade a ponto de algumas crianças pedirem limites, comportando-se inadequadamente.

A dificuldade de estabelecer limites ou de dizer “não” pode estar ligada à vivência dos pais quando criança, como uma maneira de compensar suas frustrações e faltas. Eles sentem necessidade de dar tudo ou deixam que os filhos façam o que quiserem para que não sintam as mesmas frustrações e sofrimentos que viveram, fazendo e dando tudo aquilo que imaginaram ter gostado que seus próprios pais tivessem feito. Dessa forma, procuram compensar com excesso de presentes ou, então, com excesso de permissividade. Para a criança, temos como consequência a ausência da oportunidade de desenvolver a capacidade de valorizar o que tem ou o que ganha, tópico de suma relevância na sociedade de extremo consumismo.

O fazer tudo pela criança implica cercear sua autonomia, fomentar dependência dos pais que a superprotegem. Pode ser uma maneira de encobrir sentimento de culpa muito presente nos pais, principalmente no contexto atual, para compensar a ausência por conta do trabalho ou mesmo dos estudos, uma forma de investimento em sua vida profissional.

A superproteção pode significar também falta de confiança na capacidade da criança, impedindo que ela tenha oportunidade de aprender novas habilidades e ter diversas experiências, o que pode acabar culminando na construção de autoimagem negativa e desvalorização de si. Isso gera sentimento de muita insegurança e medo, uma sensação de incompetência e incapacidade.

A falta de limites ou a permissividade interfere no desenvolvimento emocional da criança, acarretando pouca capacidade de tolerância à frustração e de espera. A aquisição gradual dessas capacidades possibilita que ela tenha reação mais adaptativa às situações adversas da realidade que impedem a realização de todos os seus desejos. Assim, a criança consegue controlar e gerenciar sua impulsividade, sua raiva (muitas vezes, fúria) e aprende que não se consegue tudo que quer num “passe de mágica”. É lógico, as situações de adiamento da satisfação de desejos e de espera diferem de acordo com o esperado para cada etapa do desenvolvimento.

O bebê, por exemplo, necessita de pronto atendimento para que sejam satisfeitas suas necessidades de fome, de aconchego devido à imaturidade do funcionamento físico e emocional. Mas, à medida que ele cresce, vai aprendendo, paulatinamente, a esperar e a compreender que não pode conseguir tudo que quer e controlar tudo. Quando essa aprendizagem é dificultada, a criança se fixa num nível de desenvolvimento emocional cuja reação de raiva ou ainda de fúria revela o quão insuportável é a situação.

A falta de limite dificulta a percepção do outro, a aprendizagem de que outros existem com seus desejos e necessidades e que a criança não é o centro do mundo. A ausência de posicionamento dos pais quanto às suas necessidades e direitos engendra dificuldade no processo de socialização da criança, como já assinalado anteriormente, pois passa a mensagem de que todas as pessoas estão disponíveis e dispostas para satisfazer suas vontades. A falta de percepção do outro, leva-a a não respeitar o espaço e o limite do outro, agir de forma inadequada, abusiva, controladora e dominadora. A criança pode se tornar tirana, em oposição aos pais escravos e submissos, estabelecendo uma relação de dominação.

Ser bom pode assumir o significado de ser perfeito, de nunca falhar, de ser sempre impecável. São pais muito exigentes consigo mesmo, com necessidade de fazer tudo de forma excelente e irrepreensível e transfere essa alta expectativa aos filhos, formando a combinação exata pais perfeitos, filho(s) perfeito(s). Assim, a criança fica com a responsabilidade de ser excelente e maravilhosa em tudo que faz, seja na escola como também em outras atividades e situações, dando aos pais a sensação de serem também excelentes e maravilhosos e de terem feito um “ótimo” trabalho. Destarte alimenta e aumenta a autoestima dos pais (massagem do ego dos pais) que vêem no filho uma promessa ou esperança de atingir o que não conseguiram, de se realizarem apostando e depositando nele a responsabilidade de resgatar suas frustrações. Trata-se, portanto, de uma compensação, uma forma de preencher a sensação dos pais de estar permanentemente aquém do que deveriam ser, e da dificuldade de aceitar certos tropeços e erros, lutando contra a condição de “imperfeição” inerente ao ser humano. Continua no Leia Mais O que seria filho normal?

Por Elena Etsuko Shirahige
Elena Etsuko Shirahige é Psicóloga clínica e educacional, Profª Drª pela FEUSP (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo), membro do Núcleo de Atendimento ao Dependente Química (NADeQ).
Mais informações: [email protected]

Compartilhe

Receba nossas matérias no seu e-mail


    Direcional Escolas

    Somos um veículo de comunicação de mídia impressa (revista) e online (portal) que está há 19 anos no mercado da Educação. A Revista DIRECIONAL ESCOLAS é uma referência no setor educacional por promover uma reflexão crítica sobre práticas e políticas educacionais, através de uma linguagem jornalística com conteúdo e informação.

    veja todos os posts do autor
    Relacionados

    Quando a raiva vira linguagem: o que a palavra do ano revela sobre nós

    10 mar, 2026 0

    Sustentabilidade na escola: Como incentivar a educação ambiental e inserir práticas…

    4 mar, 2026 0

    Excelência acadêmica e propósito: Como os atuais sistemas de ensino bilíngue de alta…

    4 fev, 2026 0

    Saúde e Bem-Estar na Escola: um compromisso diário com alunos, professores e toda a…

    19 jan, 2026 0

    Postagens recentes

    Ed. 216 – Mar/26

    • Marketing Educacional
    • Educação e Cidadania
    • Gestão Escolar
    • Inovação na Educação
    • Empoderamento Feminino
    • Assessoria Educacional
    • Jurídico
    • Contabilidade para Escolas
    • Administrativo
    • Pedagógico
    • Avaliação de Professores
    BANNER ASPECTO 300X300
    Posts Recentes
    • Gestor, você sabe realmente o que significa PREVENÇÃO? PREVER + AÇÃO 13 de março de 2026
    • O que vi na BETT UK e o que faz sentido aplicar nas escolas brasileiras 11 de março de 2026
    • Quando a raiva vira linguagem: o que a palavra do ano revela sobre nós 10 de março de 2026
    • Intercâmbio: Experiência internacional e formação integral 9 de março de 2026
    Receba nossas matérias em seu e-mail
    * indica obrigatório

    BANNER NUTRICO 300X300
    Siga a Revista Direcional Escolas nas Redes Sociais

    BANNER CAPITAL MACHINE 300X300
    Revista Direcional Escolas
    • Edições Impressas
    • Conversa com o Gestor
    • Dicas
    • Fique de Olho
    • Receber na Escola
    • Assessoria de Imprensa
    Colunas e Opiniões
    • Recentes
    • Entrevistas
    • Nossos Colunistas
    Nossos assuntos
    • Marketing Educacional
    • Educação e Cidadania
    • Gestão Escolar
    • Inovação na Educação
    • Empoderamento Feminino
    • Assessoria Educacional
    • Jurídico
    • Contabilidade para Escolas
    • Administrativo
    • Pedagógico
    • Avaliação de Professores
    Newsletter

    Preencha seus dados abaixo e receba nossa novidades em seu e-mail. Seus dados estão seguros com a Direcional.

    Revista Direcional Escolas

    Avenida Santo Antonio, 208 sl. 4
    Vila Osasco / Osasco-SP
    CEP. 06086-065

    +55 (11) 99642-0957
    +55 (11) 96849-1739

    E-mail: [email protected]

    © 2026 - Revista Direcional Escolas. Todos os direitos reservados.
    • Edição Impressa
      • Edição Atual
      • Edições Anteriores
      • Conversa com o Gestor
      • Dicas
      • Fique de Olho
    • Guia de Fornecedores
      • Início
      • Acessórios e Equipamentos
      • Construção e Reforma
      • Esporte e Lazer
      • Festas e Eventos
      • Mobiliário
      • Playground e Brinquedos
      • Passeios e Estudos Pedagógicos
      • Serviços
      • Segurança
      • Tecnologia
    • Gestão Escolar
      • Marketing
      • Educação e Cidadania
      • Inovação
      • Empoderamento Feminino
      • Assessoria Educacional
      • Jurídico
      • Contabilidade
      • Administrativo
      • Pedagógico
      • Avaliação de Professores
    • Colunas e Opiniões
      • Colunistas
      • Entrevistas
    • Eventos
    • Vídeos
    • Receba a Revista
    • Anuncie na Revista
      • Depoimentos
      • Mídia Kit
      • Quero Anunciar
    • Informativos