Guia para Gestores de Escolas

Como as crianças atingem o sucesso na Escola

Nessa quarta–feira, 25/04,  receberemos, em nossa unidade, o psicólogo Guilherme Davoli, que virá conversar conosco, pais, responsáveis e educadores do SEB COC Maceió, sobre uma das nossas mais difíceis atividades: educar para a autonomia.  A vinda desse profissional me motivou a escrever este pequeno ensaio, em que discutiremos algumas competências necessárias que precisam ser desenvolvidas  para que  crianças e adolescentes sejam educados para tornarem-se adultos independentes e capazes de gerir a própria vida.

A nosso ver, o sucesso da criança na escola está diretamente proporcional à sua atuação nas atividades propostas pelos educadores. Para que elas não tenham problemas de aprendizagem, torna-se vital que dominem habilidades e competências características da sua faixa etária. Espera-se de uma criança que está nos primeiros anos do Ensino Fundamental desenvoltura e autonomia que lhe deem condições para realizar sozinha tarefas da escola, como trocar-se antes e depois de uma atividade esportiva, por exemplo, assim como alimentar-se sozinha na hora do lanche e até mesmo deslocar-se com segurança pelos ambientes escolares. Claro que, com crianças menores, necessitamos ter sempre a supervisão e a orientação de profissionais, cuidadosamente acompanhando toda essa movimentação.

Muitas vezes, pais extremamente zelosos acabam por criar em seus filhos muita dependência, o que certamente chega a comprometer o desenvolvimento social e até cognitivo da criança no mundo escolar. Em diversos casos, se faz necessário que a família trace com os profissionais da Escola um plano de correção do problema. E isso não depende só da Escola e de seus educadores, mas também, e de forma decisiva, da família. É claro que entendemos o cuidado dos pais, mas se faz necessário garantir que as crianças tenham autonomia e autossuficiência. Elas precisam crescer e nós temos que oportunizar esta possibilidade: crescimento sadio, com segurança.

Ajudar nossos filhos na Escola não é exatamente fazer as lições para eles; isso só os prejudica. O que necessitam é que nós os ajudemos a pensar, mostrando-lhes como e onde encontrar nos livros o que procuram. Precisam da orientação dos pais nas tarefas diárias e, mais do que isso, precisam que os pais participem de sua vida escolar, seja nos eventos, nas reuniões escolares ou nas palestras. As crianças, quando sentem a aproximação dos pais, ficam seguras de si. Mas é preciso ter cuidado com os excessos!

Zelo demais, como já falei, gera dependência, falta de autonomia. Para as crianças maiores, a condução deles e o excesso da presença dos pais no ambiente escolar podem levá-las ao constrangimento. Ficam com vergonha dos colegas, pois sabem que serão por eles cobrados. Aceitar que nossos filhos cresceram é respeitá-los; dar-lhes autonomia para realizar ações do dia-a-dia para o qual foram preparados é declarar a eles o quanto os amamos e acreditamos em sua capacidade.

É assim, desse jeito, que vamos mostrar às crianças nosso desejo de vê-las felizes e prontas para os desafios da vida. Essa é nossa missão de pai e educador! Quarta-feira, às 19h30, na primeira palestra do De Pai para Pais, poderemos ampliar um pouco mais essa reflexão. Aguardo vocês!

joséProf. José Romero Nobre de Carvalho é Diretor Geral do SEB COC Maceió. Pai de três filhos, é educador com 30 anos de experiência, sendo 12 em gestão educacional. É Mestre em Educação, Pós Graduado em História, MBA em Administração e Marketing. Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia e da Associação Brasileira de Dislexia. Psicanalista em formação, tem artigos publicados em revistas especializadas em educação. É autor de material didático do Sistema COC e também de livro de literatura infantil. Para ler outros ensaios do autor, acesse  http://jromeronc.blogspot.com.br/

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