Guia para Gestores de Escolas

Como terminar bem o ano

Trocar o será pelo serei já é um bom começo para um final de ano feliz

Com a chegada do final de ano, é comum que as pessoas reflitam sobre suas vidas, sobre seus planos e projetos. E, dentro destas ponderações, apareçam as questões: Estou feliz? É assim que eu quero viver ano que vem? Isso tem, claro, um lado sadio, afinal de contas é bom refletirmos sobre o cenário de nossas vidas a fim de perceber se temos sido meros espectadores ou se somos os protagonistas de nossa vida, os escritores de nosso destino, não confiando na sorte ou nos outros aquilo que nos preenche, que nos realiza.

Além desta questão da aproximação do fim do ano, é fácil observarmos hoje em dia uma profusão de dicas, livros e todo tipo de receitas para uma vida mais feliz. Os pais querem que seus filhos sejam felizes, os publicitários nos dizem que o importante é ser feliz na vida, os adolescentes querem uma profissão que lhes façam felizes.

Porém, o que muitas vezes fica no ar, sem resposta, é: O que é, na verdade, ser feliz? Sem saber o que buscar, facilmente se confunde a felicidade com o prazer ou mesmo com a apatia. O prazer nos confunde, pois, o prazer imediato – seja do açúcar, da bebida, das compras – é estimulante ao cérebro e nos distrai do vazio ou dos desafios da vida real, cheia de altos e baixos. Já a apatia também pode confundir, uma vez que ao não arriscar, não tentar, não se comprometer, a pessoa não perde nada, não arrisca nada, não se estressa com nada.

Porém, é preciso lembrar que esta postura niilista acaba, no final das contas, esvaziando ainda mais o ser des-desejante que tende facilmente a cair nas armadilhas do prazer. Explico: Ao não se contentar, cria-se o ciclo vicioso de prazer imediato-que-não-satisfaz-e-em-seguida-a-apatia-afinal-de-contas-nada-satisfaz-então-deixa-para-lá.

Exageros à parte é importante refletir sobre a felicidade, haja vista o fato de que a nossa saúde e a nossa produtividade dependem de nosso estado interior. Pesquisas indicam que quando estamos felizes tendemos a aumentar nossa imunidade e mesmo nosso rendimento no trabalho.

Sem fórmulas prontas há uma série de achados que podem, de alguma forma, nos aproximar de uma vida boa, aquela que não é ditada nem pelo perfeccionismo que aprisiona, nem pelo abandono de si, que nos esvazia.

Fica fácil de perceber que ser feliz é um aprendizado. Significa saber, antes de mais nada, que a felicidade não é ausência de problemas ou de dificuldades. Ao contrário, diante das maiores dificuldades é que muitas vezes nos superamos e encontramos em nós, em amigos ou pessoas que nos amam recursos que jamais imaginávamos. Superação gera um estado de contentamento muito grande e valioso e, por isso, deveríamos temer menos os problemas e aceitá-los com maior serenidade, entendendo que eles fazem parte da vida tanto quanto as quatro estações do ano que se sucedem, não como se isso fosse um problema e sim como parte de uma roda da existência.

Neste momento, então, lhe estendo um convite: Quais os maiores desafios que está vivendo? Quais as questões de sua vida profissional e pessoal que requerem mais de você? Pense em 5 grandes objetivos/desafios que, quando vencidos lhe trariam muita paz, orgulho, realização ou satisfação.

Agora, pondere não como se fossem um problema, e sim em termos de uma lapidação de suas competências. Não olhe para fora. Não pense no funcionário que não colabora e sim no que você pode fazer para engajar mais aqueles que trabalham para você. Não pense naquele parente que lhe cutuca nas festas de final de ano e sim na oportunidade de se tornar mais assertivo socialmente. Não nos seus filhos que estão distantes e sim em como se tornar um pai ou uma mãe mais cativante, daqueles que dá vontade mesmo de estar perto.

O sistema de recompensa do nosso cérebro se ativa quando vivemos coisas boas, que nos deixam felizes. Mas (felizmente!) ele também é ativado com a “simples” expectativa de aprendermos algo ou de evoluirmos com alguma situação que nos torne melhores e mais fortes.

Que tal transformar hoje suas reclamações em oportunidades de crescimento e virar o ano em direção à melhor versão de si mesmo? Olhar para si e para as oportunidades que a vida está lhe oferecendo pode ser melhor, mais leve e mais fácil do que entrar na tão conhecida e tão comum angústia do fim do ano.

Pessoas autoconscientes trocam o “Será?”, pelo “Serei”. Fica aqui o convite. Bom 2019!

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