Guia para Gestores de Escolas

Dica – Redes Sociais: Facebook e a Educação

Matéria publicada na edição 119 | Junho-Julho/2016 – ver na edição online

Por Rafael Pinheiro

Falar sobre dispositivos móveis, hoje, é observar nossa realidade. De uma certa maneira, é impossível imaginar nossa rotina sem aparatos tecnológicos, tanto para mecanismos facilitadores no ambiente corporativo, como em ferramentas educacionais e até aplicativos de entretenimento e distração.

Desenvolvendo seus trabalhos de educação há mais de 70 anos no bairro de Tatuapé, região leste de São Paulo, o Colégio Mary Ward possui uma infraestrutura diferenciada, pautada, entre outros aspectos, pela utilização da tecnologia: através de laboratórios de informática, biblioteca informatizada, além de equipamentos em sala de aula conectados à internet e com recursos multimídias.

E com o intuito de aproveitar positivamente o tempo que os adolescentes usam navegando nas redes sociais, o colégio criou o curso “Leitura e Letramento” na grade curricular do Ensino Médio, para estimular os estudantes a descobrirem o potencial dos vários grupos do Facebook como plataforma de discussão e aprofundamento de temas diversos.

“É uma disciplina baseada em metodologias ativas, sendo duas aulas semanais, com duração de 50 minutos cada aula.  A opção por inserir essa disciplina no Ensino Médio ocorreu após a equipe pedagógica e professores constatarem que os alunos do Colégio, de um modo geral, apresentavam dificuldades para interpretar textos e argumentar em provas das disciplinas da matriz curricular, bem como em avaliações como ENEM, vestibulares e outros”, comenta a professora Elaine Silva, responsável pelo curso.

Refletindo sobre o processo de aprendizagem em leitura e letramento por meio de plataformas de redes sociais, conta a professora, os alunos têm a possibilidade de vivenciar várias práticas sociais que propiciam o contato com novos gêneros textuais, por meio de tecnologias diversas e, consequentemente, novas formas de comunicação que contribuem para a formação de um sujeito crítico e participativo na sociedade, indo ao encontro da proposta pedagógica da escola que visa a uma formação humanista e crítica de seus educandos.

Os resultados do curso apareceram rapidamente. Os professores de Língua Portuguesa constataram, no ano passado, um amadurecimento nos textos dos alunos, tanto em relação ao uso da norma da língua quanto da argumentação. “Os resultados dessa nova proposta têm sido positivos, pois, além de ser um diferencial do colégio, temos uma boa performance no Enem e nos demais vestibulares de universidades conceituadas”, revela Elaine. (RP)

Saiba mais:
Elaine Silva – [email protected]

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