Guia para Gestores de Escolas

Escola das Famílias – cenário de trocas e de competências sócio emocionais

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.(Paulo Freire)

O educador é fundamentalmente importante para o desenvolvimento das competências sócio emocionais, ele é gestor de vínculos que facilitam a aprendizagem e a torna significativa. Sua visão da integralidade do ser facilita a mobilização de recursos para o crescimento do interesse pelos conteúdos e desenvolvimento de habilidades que geram competências para o longo da vida.

Quando me refiro ao educador penso efetivamente na parceria da escola com a família tão falada e, na prática, pouco realizada. As Escolas  das Famílias que estão sendo implantadas pelo país, facilitam isso. Contudo, tanto a escola, quanto a família, devem se desarmar para conquistarmos avanços.  A relação de parceria deve superar a desconfiança e o temor.

O famoso “chavão” – “a escola ensina e a família educa” precisa ser repensado e analisado com critérios que vão além do senso comum. Essas funções hoje se interpenetram quando o foco é construir no imaginário das crianças e jovens, as noções de cidadania e protagonismo, hoje, tão necessárias.

O afetivo e o efetivo fazem parte da vida das instituições. Professores e pais que interagem com alunos e filhos conseguem resultados positivos, culminando em relações de respeito, cooperação, gentileza e solidariedade, tanto no “chão da sala de aula”, quanto nas inúmeras vivências  do estudante na sua vida extramuros.

Interações são necessárias quando se busca formar o sujeito social para uma vida feliz. Quando interagimos somos afetados e afetamos. Isso é humano e ao mesmo tempo pedagógico. Aprender a conviver não se fez um pilar da UNESCO por acaso. Os estudos provam que as inteligências múltiplas culminam na Inteligência Emocional, não adianta só ser inteligente é preciso autodomínio. Saber lidar com as emoções.

Piaget, Vygotsky e Wallon, tão citados em congressos, seminários e palestras educacionais, precisam ser aplicados. Sair da teoria e ir para a prática é sempre o desafio, uma vez que, a escola é palco de um turbilhão de acontecimentos, onde nenhum dia é igual ao outro. Escola é espaço de construção onde sujeitos se deparam com novos conhecimentos a todo o momento. A teia de relações se assemelha a um caleidoscópio.

A escola é um organismo vivo e se move de acordo com as competências sócio emocionais de todos os membros da comunidade educativa. Conflitos, opiniões convergentes e divergentes, silêncios, diálogos, intervalos e pausas, precisam ser objeto de leituras racionais e sistêmicas por parte dos gestores.

Gestores bem formados investem na formação continuada de toda a comunidade educativa, pois, entendem que essa ação melhora os indicadores de sua escola em vários âmbitos como o relacional, o cognitivo e o clima organizacional. O professor, não é apenas um transmissor de informação, como no passado é também, um gestor da pacificação social, mediando conflitos, gerenciando criatividades e conhecimentos por competências e habilidades cognitivas. Mas não se pode exigir de quem não recebe capacitação. Com pais e responsáveis a lógica é idêntica.

Professores e pais precisam conciliar com a mediação da equipe gestora um papel de investigação em torno do imaginário dos estudantes para estabelecer parâmetros de atuação. A vida social do aluno e filho impacta na vida cultural e estudantil. Esse inventário de cultura infanto-juvenil pode ser feito quando uma Escola das Famílias é bem estruturada.

Em dois espaços prioritários a emoção aflora na vida dos alunos/filhos na escola e na família. Professores e pais que, investigam a importância das competências sócio emocionais, fazem a diferença para o melhor. Ler o facial, o corporal e o psicológico permite uma abordagem assertiva. As relações mudam e o cenário de trabalho e vida fica mais harmônico. Emoções mandam sinais! Quando reconhecemos esses sinais toda à comunidade educativa ganha. Os sinais devem ir além dos grupos de wattsapp.

Temos percebido a importância das Escolas das Famílias nas consultorias e encontros organizados pela Causa/Movimento Educação é o Alvo.

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