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Nestlé divulga pesquisa que relaciona falta de café da manhã a baixo desempenho escolar

img200Em evento realizado em São Paulo no último dia 25 de julho, a Unidades de Cereais Matinais da Nestlé apresentou os resultados de uma pesquisa inédita realizada com professores e desenvolvida especialmente para a nova etapa da campanha “Café da manhã é + do que você imagina!”. O estudo avaliou a percepção de 300 profissionais da educação sobre os hábitos alimentares dos alunos. E a maioria dos entrevistados (64%) apontou que os estudantes não tomam café da manhã, refletindo em desatenção e na dificuldade de concentração durante as aulas.

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 Estudos científicos mostram que o consumo regular de um café da manhã balanceado melhora a capacidade de concentração e deixa as crianças mais dispostas para aprender. O evento contou com a presença do Dr. Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo da Universidade de Federal de São Paulo, que avaliou como a falta de alimentação impacta sobre a energia das crianças e pode prejudicar o aproveitamento das aulas. “Após o período de jejum durante o sono, o corpo e o cérebro precisam de alimento para começar a desempenhar suas funções. Dependendo da atividade da criança no período da manhã, ela terá menos disposição, ficará mais cansada e haverá queda no desempenho”, explicou.

img201Na pesquisa encomendada pela Nestlé, realizada em junho de 2012 pelo instituto Ideafix Estudos Institucionais, foram entrevistados professores do Ensino Fundamental I e II (1° ao 9° ano) de escolas particulares da cidade de São Paulo. Os resultados apontaram outro dado alarmante: 80% dos professores já presenciaram mal-estar físico dos alunos no período da manhã, em situações que acreditam ter como causa a falta de alimentação. Os sintomas mais citados foram tontura, dor de cabeça, enjoo, palidez, fraqueza e desmaio. “É muito importante participar das refeições dos filhos”, disse a atriz Débora Bloch, que também esteve no encontro.

Segundo a nutricionista da Universidade de São Paulo (USP), Dra. Sílvia Cozzolino, que também participou do evento, mesmo crianças saudáveis e sem nenhuma deficiência nutricional grave podem apresentar os sintomas mencionados pelos professores se ficarem muitas horas sem se alimentar ou mesmo se a refeição não for adequada. “O café da manhã é importante, porque é o momento em que o organismo deixa seu estado de jejum ao receber a primeira alimentação, e, quanto mais saudável ela for, maiores serão os benefícios para o indivíduo, que terá suas necessidades de nutrientes atendidas e melhores condições para as atividades diárias. Além disso, ao pular o café da manhã perde-se a oportunidade de ingerir alguns nutrientes essenciais, que dificilmente seriam compensados em outras refeições”, disse.

Entre os educadores pesquisados, 89% reconhecem que a falta de café da manhã influencia o aproveitamento das aulas e 95% entendem que crianças alimentadas têm mais disposição para aprender. No entanto, apenas 14% acreditam que todos os seus alunos têm o hábito de tomar café da manhã regularmente. Para 55%, a falta da refeição é mais frequente entre os alunos maiores, do 5° ao 9° ano, com idades entre 11 a 14 anos. “Acredito que isso acontece porque depois de uma certa idade fica mais complicado controlar o que eles comem”, ponderou Débora Bloch. “Essa faixa etária tende a ser mais independente do controle dos pais em relação à alimentação”, concordou opediatra Fisberg.

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Segundo o nutrólogo, é realmente muito positivo cultivar bons hábitos alimentares desde os primeiros anos, pois isso tende a facilitar uma postura saudável nas outras fases. De acordo com a nutricionista Sílvia Cozzolino, é bom lembrar que a variação do cardápio, além de contribuir para uma refeição mais equilibrada e nutritiva, “permite que a criança tenha mais opções no futuro, quando tiver que fazer suas próprias escolhas”.

Por Nicolle Azevedo / com colaboração da assessoria de imprensa do evento
Fotos: Nicolle Azevedo 

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