Guia para Gestores de Escolas

Quem planta humanidade colhe brilho nos olhos

Esta é uma reflexão em favor da humanização. Muitos pais se assustam com comportamentos e atitudes de seus filhos: “eles não têm limites”, “meu filho de dois anos já manda em casa”, “as crianças de hoje estão diferentes”.

Medo, estresse e angústia assombram as famílias. Os distraídos se descabelam, se estressam e se endividam; os ressentidos delegam à escola, ao outro, o papel que lhes cabe: educar. “Não tenho tempo”, “não sei o que fazer”, “já entreguei a Deus”, nada disso funciona, pois, a única coisa que nos livra da angústia é a atitude.

Se deixarmos de podar, cultivar e cuidar de um jardim, em poucas semanas, entregue a si mesmo, ele invade a casa e se impõe, pois, a natureza é o que é – sem limites. Ela cresce e se expande para onde e como pode. Acuado, um jacaré ataca; com fome, uma hiena caça. A natureza, no âmbito biológico, segue pela sobrevivência, regida pela fome, sede, sono e reprodução.

Com uma criança, um adolescente, não é diferente. Os filhos, por si, não têm limites. Eles querem o que querem e, se deixarmos, seus desejos irrefreados se impõem – na sala de aula e na sala de casa.

Um filho precisa ter ao seu lado adultos conscientes, seguros e empoderados para aprender a manejar seus impulsos, vontades e experiências, para que aprendam a fazer o que tem que ser feito, mesmo sem querer ou, a não fazer o que é cabido, mesmo querendo.

Só tendo ao lado familiares e educadores que se respeitam, que se consideram e têm clareza de seus valores e propósitos de vida é que um filho sai do nível dos instintos para o degrau mais elevado, da humanização.

Somos tão humanos quanto praticamos escolhas. Somos tão humanos quanto escolhemos praticar o bem. O bem comum. O bem viver. O bem.

O maior bem que um filho pode receber de seus pais e dos educadores é a inspiração, a orientação e a motivação para se tornar a melhor versão de si mesmo.

E você? O que pode fazer hoje, para que o mundo receba de sua família o bem que tanto precisamos em nossa vida? Em sua escola, quais são os momentos em que se abre para o debate, são realizadas pesquisas e conversas sobre o amor, a felicidade, a dor, a superação… enfim, sobre a humanidade? Sem que estes temas sejam cultivados, é irreal querer colher bons frutos. E quem não cresce cultivando um projeto de vida facilmente se torna vítima de um projeto de morte.

Nós, adultos, precisamos lapidar nossas prioridades e os valores oferecidos no contexto escolar para que as crianças e adolescentes também lapidem suas atitudes e se tornem pessoas sábias e capazes de gestos nobres perante a sociedade.

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