agosto 9, 2013

Móveis escolares para refeitórios: soluções de conforto, saúde e bem-estar

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Matéria publicada na edição 90 | Agosto 2013 – ver na edição online

O momento da refeição da criança deve ser um dos mais agradáveis na escola, para que ela o associe a uma atividade prazerosa em um ambiente confortável. O mercado de mobiliário escolar está atento a essa necessidade e oferece soluções variadas para refeitórios, com inúmeras cores, formatos, tamanhos e matérias-primas. São mesas, cadeiras, móveis de apoio para servir, cadeirinhas exclusivas, balcão de atendimento, bancos, banquetas etc.

Apesar de inexistir norma específica para a fabricação de móveis de refeitórios, muitas empresas se baseiam na NBR 14.006/2003 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que trata de mobiliário escolar geral. A fim de garantir qualidade e maior segurança, algumas vão além dessa referência e adotam normas internacionais (como a ISO / International Organization for Standardization), caso de um fabricante tradicional do setor.

Mas tão importante quanto a qualidade e segurança do móvel, a escolha certa dos tamanhos e modelos das peças do mobiliário, bem como o modo como são organizadas no refeitório, é o que faz toda a diferença no que diz respeito ao prazer, conforto e também à saúde dos usuários no momento da refeição.

Com a coluna ainda em processo de adaptação e desenvolvimento, as crianças merecem cuidados para “evitar posturas inadequadas”, alerta Daniela Balsadi, fisioterapeuta especialista em ergonomia, saúde e segurança do trabalho. Para o bem-estar dos alunos durante as refeições, Balsadi recomenda ao gestor que “o tamanho e o modelo das peças sejam adequados para cada nível de escolaridade, considerando-se a faixa etária e a estatura média dos usuários”.

A fisioterapeuta recomenda, por exemplo, cadeiras com encosto tóraco- -lombar (na altura da região do tórax e da lombar), além de assentos que evitem o “pinçamento” (dor) do nervo ciático na região posterior da coxa. Além disso, acrescenta, “deve-se descartar as mesas muito baixas e com ‘quina viva’ [com aresta saliente], a fim de impedir a compressão do nervo ulnar das crianças” [este nervo compõe o conjunto de ramificações que partem da medula espinhal para os membros superiores].

OPÇÕES DE MERCADO

Nessa perspectiva, um representante da indústria sugere, para a Educação Infantil, mesas e cadeiras com encosto e acabamento arredondado, “porque propiciam praticidade, estabilidade e segurança aos usuários”. Já para o Ensino Fundamental e Médio, “as cadeiras podem ser substituídas pelos bancos sem encosto, pois eles ajudam a manter a coluna do usuário ereta, são economicamente mais vantajosos e também mantêm o ambiente mais organizado”, acrescenta.

Assim, o ideal é que as instituições ofereçam um refeitório com mais de um ambiente e móveis diferenciados. Por exemplo, o Colégio Objetivo Indaiatuba, no Interior de São Paulo, possui quatro espaços destinados às refeições dos alunos: “um deles está estruturado para acomodar a Educação Infantil; há também um refeitório principal subdividido em dois ambientes, um para alunos do Fundamental I e outro para o II; e um terceiro espaço, com clima de lounge, para o Ensino Médio”, explica Loide Rosa, mantenedora do Colégio.

No refeitório da Educação Infantil, cada conjunto de mesa e cadeiras acomoda seis crianças e, nos ambientes do Ensino Fundamental, as peças estão montadas para grupo de quatro alunos. “Os refeitórios, assim divididos, visam ao bem-estar dos estudantes, para que eles se sintam acolhidos e mais à vontade no momento da sua refeição”, diz a mantenedora. No caso de escolas que possuem espaço insuficiente para acoplar mais de um refeitório, a gerente comercial de outro fabricante do segmento sugere ter no mínimo dois perfis diferentes de mobiliário. Até seis anos, ela indica conjuntos de mesas e cadeiras com apoio; para os maiores, mesas com bancos. É o caso do Colégio Batista da Penha, cujo espaço não permite ter um refeitório com ambientes diferenciados, mas os horários dos intervalos são intercalados de acordo com a faixa etária, de modo a poder acomodar todos com conforto. “O mobiliário para os adolescentes é composto por mesas quadradas de mármore e cadeiras de plásticos. Já os alunos mais novos se acomodam em mesas compridas com bancos mais baixos”, detalha Mário Jorge Castelani, diretor geral do Colégio, localizado na zona Leste de São Paulo.

Independente do tamanho do refeitório, é importante ter ainda, ressalta, por sua vez, Loide Rosa, “peças seguras e resistentes, que não quebrem com facilidade, a fim de evitar, principalmente, acidentes, pois nesse quesito a escola é responsável pelos alunos”. A durabilidade, segurança e o conforto do mobiliário estão atrelados a sua conservação, ou seja, manutenção e higienização. Para isso, torna-se fundamental contar com fornecedores que proporcionem bom serviço de pós-venda, bem como garantia e assistência técnica provida de eventuais acessórios e aparatos necessários à manutenção, segundo recomendam os representantes da indústria entrevistados pela reportagem.

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