Janeiro 4, 2018

Escolas táxi ou Escolas Uber: tradição ou inovação, o que fazer?

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Todos devem se lembrar bem, de como era difícil, encontrar um táxi, em uma rua ou avenida em dias de chuvas. Devem recordar-se também, da postura de grande parte dos motoristas que monopolizavam o mercado e por essa razão, escolhiam seus passageiros pela rota que fariam e pela sua aparência. Seu comportamento era notadamente acomodado, pois, em sua zona de conforto, controlavam a demanda e de acordo com a procura, definiam sua oferta a partir de seus caprichos e desejos, subjetivos.

Nos últimos anos a metodologia do Uber e dos emergentes aplicativos, entraram no cenário dos serviços de translado de passageiros, com refinamento inesperado, mas desejado, aliado de cortesias como água mineral, balas, jornais ou revistas, além de atendimento elegantemente diferenciado que empodera o cliente pela curadoria que une humanização, baixo custo e aplicabilidade tecnológica.

Existem gestores de escolas que se assemelham aos tradicionais motoristas de táxi que se sentiam hegemônicos no mercado e, portanto, gerenciam a comunidade educativa de maneira acomodada pela rotina. Esse comportamento leva as instituições ao colapso, afinal, as tendências inovadoras mudam a cada hora os clichês que cerceavam o avanço das transformações:  essas são metaforicamente as “escolas táxis”.

Outra modelagem empreendedora de escola é aquela caracterizada pela versatilidade e flexibilidade na leitura dos resultados, sempre buscando ajustes e criatividade para atender, entender e corresponder aos apelos de seus clientes (estudantes e suas famílias), ficando atenta aos movimentos tecnológicos para inovar e criar soluções otimizadas. O foco é entregar com refinamento, cortesia, empoderamento, humanização e, arcabouço de cultura maker, um serviço de excelência aos destinatários do serviço: “escolas Uber”, conforme a proposta de analogia.

A “metodologia Uber”, inegavelmente, “mexeu” com o comportamento, empregabilidade empreendedora e cultura da gentileza. Essa “mexida” obrigou os segmentos envolvidos, a buscarem mudanças, seja para resistir, seja para repensar práticas e resistências. Trata-se da “Estratégia do Oceano Azul” (livro de W. Chan Kim e Renée Mauborgne) que exige educação corporativa, colaborativa e visão sistêmica de 360 graus. Evidentemente é a era do “faça você mesmo” que convida a todos ao protagonismo,  engajamento e ao envolvimento  com as metodologias ativas.

A rigor, a “metodologia táxi”, faz com que, as escolas retardatárias, fiquem paradas nos pontos esperando o passageiro da maçaneta (que vai ao local apanhar o táxi) ou esperam a ligação que irá solicitar seus serviços. Muitas vezes, essa ligação é atendida por alguém que pede para aguardar, colocando o cliente (estudante ou sua família) para ouvir uma secretária eletrônica que ressalta os pontos positivos da instituição, com auto-elogios intermináveis ou o convite para discar opções para serem atendidas. Essas escolas esqueceram que tempo é tudo, nessa “era da correria”, dando uma lição de anacronismo, falta de visão e agilidade.

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