Janeiro 13, 2014

Conversa com o Gestor — Escola Internacional de Alphaville – A aula conectada

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

escola-internacional-lgDe ensino bilíngue (Português/Inglês), a Escola Internacional de Alphaville introduziu o iPad 2 nas atividades em sala de aula em 2012, resultado de um programa que absorveu três anos de planejamento e pretende conectá-la à realidade dos alunos. No 12º ano de suas atividades, a Escola Internacional de Alphaville, na Grande São Paulo, se rendeu à geração digital e começou a utilizar o iPad 2 em sala de aula. Cada aluno deve portar um tablet, fornecido pela instituição ao Kids (Educação Infantil) e ao Junior (Fundamental I), mas de aquisição obrigatória para as turmas do Teens (Fundamental II) e High School (Ensino Médio).

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A instituição já nasceu conectada aos recursos da Tecnologia de Informação e Comunicação, justifica Francisco Amancio Cardoso Mendes, professor de Física, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador de Tecnologia Educacional da Escola.

escola-internacional-3Desde sua inauguração, em 2000, a instituição possuía laboratório de informática, computadores e lousa digital nas salas de aula, com acesso a internet. Mas Francisco comenta que os equipamentos eram pouco utilizados, o que mobilizou a escola a buscar alternativas de inserção da Tecnologia Educacional em seu projeto pedagógico. O resultado desse movimento é o Life@School TabletProgram, que tomou corpo depois de três anos de pesquisas; visitas a escolas com experiências em tecnologia na área (com viagens, inclusive, a Austrália); análise de diferentes fornecedores de tablets, notebooks e netbooks; além de um comitê interno constituído pelos coordenadores e professores, que acabou escolhendo o iPad 2.

“Ele proporciona mobilidade, facilidade de acesso e, principalmente, aplicativos que permitem a intervenção do professor e do aluno”, explica Francisco Mendes. “Mas o tablet não entra como mero acessório. É recurso de mediação do processo de aprendizagem, assim como o lápis, o caderno, o tangran, o laboratório de Química etc. O professor o utiliza para compartilhar conhecimento e concretizar situações abstratas, como a visualização de uma molécula ou de um campo eletromagnético”, acrescenta.

Como apoio digital, a Escola fez ainda um contrato com o Google para utilizar algumas de suas ferramentas em aula (como o Google Forms, que permite, por exemplo, gerar quiz, jogo de perguntas e respostas); mantém um portal na internet para comunicação com educadores, pais e alunos; e atua com o Dropbox (ambiente online de armazenamento de arquivos). Já no iPad 2, cabe aos pais dos alunos do Teens e do High School bancarem os aplicativos utilizados pelos professores, a um custo médio de US$ 100 ao ano. Entre eles, um dos destaques é o Wordfl ex, dicionário da Oxford que apresenta a origem das palavras, derivações, pronúncias etc.

Francisco ressalta que o professor permanece com autonomia e autoridade para trabalhar, “ele é autor, sujeito no processo”. Desta forma, apesar da obrigatoriedade de levar diariamente o iPad para a escola, o aluno somente o utiliza “se e quando o professor permitir”. “A meta é utilizá-lo no máximo em 20% da aula”, explica. Há uma equipe na Coordenação de Tecnologia Educacional que auxilia no uso dos aplicativos. Segundo Francisco, os professores têm ainda encontros semanais que possibilitam a capacitação tecnológica. 70% deles trabalham em regime de dedicação exclusiva.

A escola dispõe de equipe de suporte às redes e sistemas de informação, que ganharam 58 antenas da rede wi-fi , gerador, filtros de segurança online, link de 100 MB, entre outros. Paralelamente, a instituição desenvolveu um programa de Internet Segura para conscientização dos alunos, “porque não fazemos bloqueios”. Os investimentos no programa chegaram a R$ 500 mil. Já os resultados estão ainda em fase de levantamento. Francisco ressalta, porém, que nesse processo todo, “a postura do professor é determinante. Se for permissivo, não tem muito que esperar, em qualquer tipo de aula”. O coordenador costuma acompanhar o uso dos aplicativos em sala de aula, para orientação e correção de rota.

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